
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra o sarampo, especialmente para quem pretende viajar aos países-sede do torneio.
Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica da doença, os recentes surtos registrados nos Estados Unidos, Canadá e México acendem um alerta para o risco de casos importados.
De acordo com o infectologista Álvaro Furtado da Costa, da Hapvida, a situação exige atenção, mas não motivo para alarme. Segundo ele, a imunização continua sendo a forma mais eficaz de prevenção e desempenha papel fundamental para evitar a reintrodução do vírus no país.
“O Brasil apresenta um cenário favorável, mas é preciso manter os cuidados para preservar essa condição. O sarampo é uma doença extremamente contagiosa, porém pode ser evitado por meio da vacinação”, destaca o especialista.
Os dados internacionais reforçam a preocupação das autoridades sanitárias. O México registrou um aumento expressivo no número de casos, passando de apenas sete notificações em 2024 para mais de 10 mil em 2026. Nos Estados Unidos, quase 1.800 casos já foram contabilizados neste ano. Já o Canadá, que perdeu recentemente o status de país livre do sarampo, somou mais de 5 mil ocorrências em 2025 e registra cerca de 900 novos casos em 2026. Juntos, os três países concentram a maior parte das notificações da doença nas Américas.
Segundo o infectologista, o sarampo continua sendo uma ameaça em locais onde existem grupos com baixa cobertura vacinal. “Mesmo sem circulação significativa no Brasil, a entrada de casos vindos do exterior pode provocar novos surtos, especialmente em comunidades vulneráveis”, explica.
Em território brasileiro, foram registrados 38 casos da doença em 2025, todos relacionados à importação do vírus. Até maio deste ano, apenas três casos haviam sido confirmados.
Atenção aos sintomas
A alta capacidade de transmissão é uma das principais características do sarampo. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para diversas outras, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas, como aeroportos, estádios e eventos internacionais.
Os sintomas mais comuns incluem febre, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo. “Qualquer pessoa que retorne de viagem internacional e apresente febre associada a erupções na pele deve procurar avaliação médica”, orienta o especialista.
Carteira de vacinação atualizada
A recomendação para quem pretende viajar é verificar a situação vacinal antes do embarque. A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para diferentes faixas etárias.
A orientação também vale para quem não pretende acompanhar a Copa do Mundo. Profissionais que atuam em aeroportos, hotéis, transporte e serviços de saúde merecem atenção especial devido ao contato frequente com turistas e viajantes.
“O Brasil possui um sistema de vigilância epidemiológica eficiente. Manter altas coberturas vacinais é essencial para impedir o retorno da circulação da doença e proteger toda a população”, conclui Álvaro Furtado da Costa.




