
O tratamento do vitiligo passa por uma transformação com o avanço de novas terapias que prometem ampliar o controle da doença e estimular a repigmentação da pele. Entre as novidades está uma classe de medicamentos que atua diretamente no mecanismo responsável pelo desenvolvimento da condição.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 1 milhão de brasileiros convivem com o vitiligo, que afeta aproximadamente 0,5% da população. Entre 70% e 80% dos casos surgem antes dos 30 anos. Embora não seja contagioso nem represente risco à saúde física, a doença pode comprometer a autoestima e a qualidade de vida.
Doença autoimune
O vitiligo é uma doença autoimune em que o sistema imunológico destrói os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.
Segundo o dermatologista Dr. Gustavo Novaes, membro da SBD, o organismo passa a reconhecer essas células como alvos.
“O vitiligo é uma doença autoimune. Isso significa que o próprio sistema imunológico passa a reconhecer os melanócitos como alvos e promove sua destruição.”
Além da predisposição genética, traumas na pele, queimaduras solares e estresse emocional podem favorecer o surgimento ou agravamento da doença.
O principal sintoma é o aparecimento de manchas brancas, geralmente no rosto, mãos, pés e região genital.
Tratamento
O tratamento é definido de forma individual, conforme a extensão da doença e a resposta do paciente. O objetivo é interromper a progressão do vitiligo e estimular a repigmentação.
As principais opções incluem medicamentos tópicos, como corticoides e tacrolimo, além da fototerapia com ultravioleta B de banda estreita (UVB-nb), considerada uma das terapias mais eficazes para recuperar a pigmentação.
Os melhores resultados costumam ocorrer em áreas como rosto e pescoço. Em casos selecionados e com a doença estabilizada, também podem ser indicados laser e transplante de melanócitos.




