
O El Niño pode encarecer os alimentos no Brasil, com o pico dos preços até seis meses após os choques climáticos, segundo estudo do Rabobank.
Os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, seriam os mais afetados. Em um El Niño forte, os preços dessa categoria poderiam subir 19,9%; em um evento moderado, 13,4%.
No cenário forte, o impacto dos alimentos acrescentaria cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA. No moderado, seriam 0,41 ponto.
Hortaliças devem sentir primeiro os efeitos. Milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo, arroz e leite também podem ser afetados.
As regiões mais expostas no curto prazo seriam Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém.
Segundo a NOAA, há cerca de 80% de chance de um El Niño forte no fim do ano.




