
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes. A decisão também proíbe o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz e estabelece prazo de 24 horas para a entrega de documentos de outras nacionalidades.
Flávio e Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas do advogado e casas de apostas (bets).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado a entregar os documentos nesta segunda-feira (26), após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também negou ter dito que deixaria o país caso perdesse a eleição, declaração atribuída a ele com base em uma fala de Eduardo Bolsonaro, de 23 de outubro.
Investigação
O caso começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, com apurações sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possível uso de casas de apostas no esquema. Em 8 de outubro, a investigação foi encaminhada ao STF em razão do foro privilegiado de Flávio, e Moraes foi designado relator.
Segundo relatório da Polícia Federal (PF), e-mails encontrados após a quebra do sigilo telemático de Willer Tomaz indicaram que Flávio estava cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado. O perfil permitiria amplo acesso e gerenciamento da conta. A PF também identificou um pedido de exclusão do acesso em maio de 2025.
A investigação aponta ainda indícios de proximidade entre os dois, incluindo registros de encontros, festas e reuniões, documentos pessoais de Flávio encontrados na conta de iCloud de Tomaz e viagens do senador custeadas pela Cathedral, outra empresa do advogado.
A Cathedral e a Alcazar tinham o mesmo endereço na Ilha da Madeira, em Portugal. Segundo a polícia, a Cathedral também é proprietária da Best Bet, da Rede Loto, apontada como a primeira casa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro, em 2023.
Fonte: g1




