
O Amazonas registrou 52 denúncias sobre assédio eleitoral no trabalho entre os dias 28 e 30 de outubro. A informação é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com dados fornecidos pelo órgão ministerial, no período foram contabilizadas 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Os registros foram feitos nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência.
A região Sudeste tem 2.087 registros, o equivalente a 48,5% do total. O número representa quase metade das denúncias.
Em seguida, aparecem o Nordeste, com 784 denúncias, e o Sul, com 757. O Centro-Oeste registrou 378 manifestações, enquanto o Norte contabilizou 299.
Os relatos serão analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por avaliar os relatos e apurar possíveis irregularidades. Uma força-tarefa nacional irá fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores.
O Ministério do Trabalho pretende avaliar a criação de um cadastro público para tornar conhecidos os casos de assédio eleitoral praticados por empregadores. A iniciativa poderá adotar critérios semelhantes aos utilizados na relação de empresas e pessoas responsabilizadas por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Assédio eleitoral corresponde às tentativas de interferir na decisão política dos funcionários, seja por meio de intimidações e ameaças de demissão, cortes salariais ou mudanças de função, seja pela promoção de ações partidárias dentro das empresas, como distribuição de propaganda eleitoral e organização de eventos políticos.




