Agenda de Haddad em Manaus pode ter algo mais que a Caravana Lula Livre

Fernando Haddad (PT), no Encontro das Águas, cumprindo agenda da Caravana Lula Livre, no Brasil - foto: Correio

O ex-candidato à presidência da República Fernando Haddad veio ao Amazonas para cumprir a terceira etapa da Caravana Lula Livre, nesta quinta-feira, 23, em Manaus, para visitar o que ele chamou de legado do ex-presidente Lula, como ampliação dos incentivos para a Zona Franca de Manaus e os empregos diretos criados no Distrito Industrial, onde esteve em visita às fábricas da Moto Honda e da Samsung.

Ele destacou que a Zona Franca de Manaus é fundamental para a região. “Quem ataca a Zona Franca não entende de economia. Se Bolsonaro fizer isso, vai acabar com a Amazônia. E sabe o que irá sobrar? Somente mineral e vegetal para extrair e desmatar, sendo as únicas fontes de renda. Irão gerar pobreza, em vez de riqueza”, disse.

Haddad falou de injustiças impostas ao presidente Lula, unicamente porque sabiam que sua eleição estava garantida por uma margem de votos ampliada. Às lideranças indígenas e socioambientais na visita feita ao Encontro das Águas, juntamente com as lideranças política do PT no Estado, Haddad falou do resgate do plano de desenvolvimento interrompido pelo golpe, a ser retomado pelo partido.

O País, segundo ele, passa por um descontrole total, insegurança no plano econômico, social e político. “Achávamos que o ex-presidente Temer era o pior para o Brasil, mas nós não ouvíamos ele atacar os movimentos sociais, os estudantes, mulheres, negros, índios como tem acontecido no governo do Bolsonaro”, acrescentou.

Mas de todas as ‘trapalhadas’ do atual presidente, a pior é o corte na educação. “Ele (Bolsonaro), não sustenta o corte na educação. Foram mais de 1 milhão de estudantes e professores para as ruas. Dia 30 tem mais manifestações. Os estudantes estão dando a resposta para a impopularidade crescente de Jair Bolsonaro.

Para o ex-presidenciável o País parou, nada acontece no Brasil depois da posse de Bolsonaro. No exterior, o Brasil passa por vexames toda vez que ele visita uma nação. “A única coisa que está acontecendo, é que a Educação está educando Bolsonaro. É uma aula a cada concentração estudantil no Brasil”, ponderou.

Barcos regionais e lanchas também participaram da visita de Haddad ao Encontro das Águas – foto: Correio

Agenda de Haddad no Amazonas

O professor Fernando Haddad visitou a fábrica da Moto Honda a 8 horas, o Encontro das Águas do Rio Negro e Solimões a seguir, esteve na comunidade de ribeirinhos e dos pescadores, no Catalão, na sequência almoçou na fábrica da Samsung da Amazônia e se encontrou com estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Em síntese, o professor Haddad está mostrando, como ele disse, o legado do Partido dos Trabalhadores nos governos do presidente Lula e Dilma Rousseff, mas também, provavelmente, almejando voos maiores, por exemplo: uma pré-candidatura à presidência da república em 2022 pode estar sendo construída agora.

O presidente Jair Bolsonaro está derretendo antes mesmo de iniciar o seu conturbado governo. As pesquisas vem mostrando um presidente fraco e desacreditado pela população, que já começa a dar sinais de cansaço de um governo que até agora não cumpriu nada do que prometeu, nem à população, muito menos aos empresários e ao capital internacional que o elegeu. Seria a hora do PT mostrar que o que eles, os golpistas, contaram nas eleições, não é bem a história verdadeira.

Terceira etapa

A terceira etapa da Caravana Lula Livre encerrou sua passagem por Manaus na tarde desta quinta-feira (23) com ato em defesa da educação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Além do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, o evento contou com a presença da deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. A comitiva chega ao Pará nesta sexta (24).

 

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