
Se alguns trabalhadores rodoviários não receberem o seu 13º Salário e o vale até às 11 horas desse dia 24 de dezembro, o dinheiro deles só vai poder ser sacado no banco, no dia 27, isso porque boa parte dos profissionais tem portabilidade de contas em outros bancos.
Ou seja, os rodoviários com portabilidade só terão dinheiro para o Réveillon de Fim de Ano. Isso na hipótese dos empresários do sistema de transportes urbano de Manaus resolverem não descumprir, mais uma vez, a determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e pagar os profissionais.
O atraso de pagamento dos salários, 13º Salário, vale quinzenal, férias, horas extras, se deu unicamente pelo descaso de empresários e autoridades municipais, que só resolveram levantar bandeira em favor da luta dos trabalhadores, quando a mídia começou a cobrar uma posição do prefeito Arthur Neto (PSDB).

Impressionantemente, na reunião ocorrida na noite de sexta feira (21) entre empresários, MPT e Sindicato dos Rodoviários sem a mídia presente e nenhum celular na sala, o prefeito solta uma de suas costumeiras pérolas: “não sabia que a situação dos rodoviários estava dessa forma!…”.
Que o ‘prefeito anda meio esquecido ultimamente’, já é de conhecimento popular, mas dizer que não sabia dos problemas dos trabalhadores do sistema de transportes coletivo da capital, da qual ele é prefeito, aí é dar margem para as críticas que vem batendo com mais intensidade na porta do Paço Municipal, dois anos antes da sucessão, como um aviso de que essa administração já foi para brejo.
A política do deixa como está para ver como é que fica, depois o povo esquece, já vem dando mostras de que não é bem dessa maneira que o povo pensa. Os problemas da cidade de Manaus vêm se avolumando por falta de pulso forte, de ações corajosas da prefeitura, de um prefeito que fale menos e trabalhe mais.
Manaus continua coberta de buracos no asfalto, falta água sistematicamente em vários bairros da cidade, com o sistema de transportes urbano falido, mas se transformando em um grande balcão de negócios, para todos.
É bem provável que venham novas paralisações, centenas de usuários sem transportes, novas intervenções do Ministério do Trabalho e mais justificativas do prefeito.
Da Redação