Alunos do Pará se mobilizam contra a ocupação da UFPA

Alunos do Pará se mobilizam contra a ocupação da UFPA/Foto: Divulgação

Ante o movimento de estudantes de uma série de universidades e institutos federais ocupados pelo país, um grupo de alunos se organiza para evitar a ocupação da Universidade Federal do Pará (UFPA) em Belém, que pode começar na segunda-feira (07).

A posição dos estudantes é bem clara: não há relação à favor ou contra a PEC 241, principal argumento utilizado nas ocupações Brasil afora, mas sim a preocupação com a continuidade do calendário acadêmico que, após a greve de 2015 que durou quase 5 meses, está atrasado.

Em entrevista ao DOL, os estudantes Luciana Carvalho (Engenharia Civil); Max Deluan (Mestrado em Engenharia Civil) e Wenderson Borghi (Economia) destacaram que o movimento não possui ligação a partidos políticos e que visa tentar evitar que o calendário seja novamente “congelado” e que serviços prestados por alguns cursos à comunidade sejam paralisados.

Alguns destes serviços seriam o atendimento o Hospital Betina Ferro, consultorias prestadas por alunos de Direito e outras áreas, como Psicologia. Outra preocupação é o não funcionamento de alguns laboratórios, que poderia atrasar ou mesmo prejudicar o prosseguimento de algumas pesquisas.

Alunos do Pará se mobilizam contra a ocupação da UFPA/Foto: Divulgação
Alunos do Pará se mobilizam contra a ocupação da UFPA/Foto: Divulgação

Votação confusa

Outro questionamento dos estudantes é sobre o processo de votação sobre ocupação ou não, que ocorrerá na tarde de segunda (07). De acordo com eles, o processo seria rápido, apenas com a expectativa de pedido para que quem aprova a ocupação apenas levante o braço.

Temendo a participação de outras pessoas que não estudam na instituição, os estudantes pedem um processo com cédulas que contenham número de matrícula e do RG da pessoa. Assim, além de mais organizado e legítimo, até mesmo uma possível recontagem de votos seria mais simples e “justa”.

Outra queixa dos alunos é o caráter “totalizante” do protesto, já que afirmam que nem todos os alunos são favoráveis à ocupação, ainda que sejam contra a PEC 241. Mesmo assim, segundo eles, pelas redes sociais vários cursos são citados como já tendo aderido ao movimento, como no post abaixo:

Ainda de acordo com Luciana, algumas ameaças já teriam sido feitas a alguns alunos e também algumas “ofensas” aos que são contrários à ocupação.

“Eu mesma sou contra a PEC, mas também sou contra a ocupação. Nosso calendário acadêmico já está atrasado e a ocupação vai atrasar mais ainda. Não somos contra os protestos, mas sim contra a vontade de algumas pessoas que querem impor o seu desejo e prejudicar toda uma coletividade”, finalizou a jovem.

(DOL)

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