Amazonino tenta bloquear pagamento de professores e policiais

David Almeida com os professores no anúncio de R$ 236 milhões de abono para eles.

Um dia após ser declarado vencedor de uma eleição onde a maioria dos votos foram creditados aos brancos, nulos e abstenções, “o voto do protesto”, Amazonino Mendes (PDT), vai ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), para tentar inviabilizar o pagamento do abono dos professore e o aumento salarial dos policiais civis e militares e despesas com obras em execução em todo o Estado.

Amazonino teria ido exigir do presidente do TCE, Ary Moutinho e aos conselheiros da corte que eles impedissem licitações, convênios e o pagamento de aproximadamente R$ 600 Milhões, entre eles abonos e salários dos servidores públicos, que estivessem com previsão de quitação nos próximos 30 dias.

David Almeida com os professores no anúncio de R$ 236 milhões de abono para eles.

A tentativa de estancar os recurso para ações previamente aprovadas pelo governo de David Almeida, soou como ato de “imaturidade”, do governador eleito. O próprio governador se prontificou a ir ao TCE, nessa terça feira (29), para expor ao presidente da casa e aos seus conselheiros, que os dados que possui, mostram exatamente o contrário do que foi dito por Amazonino.

Para o governador David Almeida, Amazonino quer dar a impressão que a economia do estado está um “caos” e que ele vai aproveitar para se beneficiar futuramente disso. Ou seja, vai usar do mecanismo do estado de emergência, para dispensa de licitações.

Essa não é a primeira vez que os grupos políticos que disputaram as eleições suplementares tentam imobilizar o governo, criando um estado de beligerância, para evitar o surgimento de uma nova liderança política no Amazonas.

Para assessores do governo, o Estado saiu do limite prudencial. Ou seja, depois de décadas, os gastos ficaram compatíveis com a receita. David entrega o cargo no próximo dia 02 de outubro, deixando no caixa mais de R$ 415 Milhões para infraestrutura e mais R$ 350 Milhões para a Educação. Não tem do que reclamar, diz o governador.

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