‘Bancada da lama’ barrou projetos de segurança nas mineradoras

Bancada da Lama, ganhou os holofotes, seja por seu trabalho em defesa das mineradoras pelas doações recebidas - foto: montagem

Após a tragédia-crime decorrente do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), no último dia 25, e que deixou mais de 115 mortos e mais de 200 desaparecidos até o momento, o grupo de deputados que atua em defesa da atuação das mineradoras, conhecido como ‘bancada da lama’, ganhou os holofotes, seja por seu trabalho em prol das empresas do setor ou pelas doações recebidas para suas campanhas eleitorais.

Um dos principiais nomes da bancada, Leonardo Quintão (MDB-MG) recebeu em 2014, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, R$ 2,1 milhões de mineradoras, valor que corresponde a 42% do total arrecadado. Na eleição do ano, porém, Quintão não se reelegeu, mas acabou se tornando assessor do governo de Jair Bolsonaro.

Bancada da Lama, ganhou os holofotes, seja por seu trabalho em defesa das mineradoras pelas doações recebidas – foto: montagem

Outros nove parlamentares que integram a bancada, contudo conseguiram se reeleger. Em 2017, ao criar a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Câmara extinguiu a taxa de fiscalização que possibilitaria a realização de vistorias presenciais de segurança em minas e barragens. O relator da Medida provisória foi Quintão.

Em 2015, após o rompimento de uma barragem da Samarco – que tem a Vale como sócia -, em Mariana, que deixou 19 mortos, a comissão ficou sob observação. Em 2017, Michel Temer tentou promover alterações no sistema regulatório, mas as inciativas esbarraram nas negativas feitas pela bancada.

Brasil 247

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