Bebê com doença rara espera há 27 dias por cirurgia que não é feita no TO

A menina Ysabela tem doença rara/Foto: Luciene reis
A menina Ysabela tem doença rara/Foto: Luciene reis
A menina Ysabela tem doença rara/Foto: Luciene reis

A bebê Ysabella Maria Pinheiro Reis, de três meses, faz aniversário e amanhã, quinta-feira (18), mas, o dia não será de festa para a mãe Luciane Reis dos Santos, d22 anos. A criança possui cardiopatia congênita, uma doença grave que causa problemas na estrutura e na função do coração. Isabela está internada na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP), desde o último dia 2 agosto. Apenas uma cirurgia poderia resolver o problema, mas o procedimento não é feito no Tocantins.

A mãe, que mora em Pequizeiro, cidade a 274 km de Palmas, tem vivido dias de angústia na capital. Para ficar mais perto da filha, Luciane diz que “chega ao HGP às 10h e só sai às 22h”. Além da tristeza de ver a recém-nascida internada, a dona de casa conta que o sentimento de desespero aumenta porque o Estado informou, segundo ela, que a cirurgia havia sido agendada em um hospital de Goiânia, mas para o dia 24 de novembro.

“Nós queremos que o Estado agilize esta data porque ela não aguenta até lá. O médico disse que a cirurgia precisa ser feita de imediato. O caso dela é grave demais”, afirmou Luciane.

Entenda

Luciane e o marido souberam do problema da filha em julho deste ano, quando a criança passou mal e os pais tiveram que sair de Pequizeiro com destino a Palmas. Foi na capital que os pais souberam que Ysabella estava com cardiopatia. Segundo a mãe, primeiro, a criança foi internada no Hospital Infantil Público de Palmas.

“Ela ficou nove dias internada lá, depois recebeu alta, mas no dia 2 de agosto acordou passando mal e a levamos para um hospital privado. Dia 28 de agosto conseguimos vaga no HGP e ela está lá até hoje”.

Nota da Redação (G1): Por causa da demora e para agilizar a data da cirurgia, a dona de casa procurou o Ministério Público Estadual (MPE), em Palmas. A assessoria de comunicação do órgão informou que a procuradoria entrou com uma Ação Civil Pública no dia 20 de agosto para que o Estado encaminhasse a bebê para realizar a cirurgia em outra cidade. No pedido, o MPE solicitou a transferência imediata da criança por meio de UTI aérea. No dia 21 de agosto, o juiz condeceu decisão liminar, mas o Estado descumpriu. Em 5 de setembro, a procuradoria voltou a acionar a justiça e no dia 9, o juiz encaminhou notificação para que o Estado se manifeste acerca da decisão. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) recebeu a intimação nesta segunda-feira (15) e tem três dias para se manifestar sob pena de ser responsabilizada criminalmente. Em nota, a Sesau informou que a recém-nascida já está cadastrada na Central Nacional de Regulação do Ministério da Saúde e que já solicitou urgência para a transferência da paciente, mas que ainda não obteve êxito, apenas o agendamento para novembro. A secretaria disse ainda que está em busca de vagas nos serviços privados.(G1)

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