Brasil tem 97.093 arquitetas e no Amazonas elas são maioria

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Nesta quinta-feira, 8 de março, uma das datas mais especiais do ano será comemorada: o Dia Internacional da Mulher. O momento é importante para destacar os avanços da classe feminina, mas também pontuar aquilo que ainda é necessário para a valorização da mesma. Muitos desconhecem, por exemplo, que as mulheres dominam o mercado de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. No Amazonas, são 920 arquitetas (57,54%) para 679 arquitetos (42,46%).

No Brasil, de modo geral, são mais de 97.093 arquitetas e urbanistas trabalhando em todo o território nacional, somando 62,6% do total de profissionais. Os dados são do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e em alguns estados mais de 70% dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo são mulheres. E a tendência é que essa predominância só aumente.

Gestora Meglen Vala – Foto: Divulgação

Prova desta valorização pode ser constatada com mais mulheres ocupando os principais cargos dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo do País. Em Manaus, após duas gestões (seis anos) desde sua fundação, este é o primeiro ano que uma mulher assume a vice-presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU/AM). Para a gestora, Meglen Valau, o desafio é encarado com muita responsabilidade e dedicação em fazer a diferença.

“Ser a primeira vice mulher é uma grande honra. Durante a campanha, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi exatamente não ter mulheres na primeira posição. Eu, sendo recém-formada, ainda novata, era única. Porém, sempre fui determinada a chamar a atenção para o posicionamento das mulheres na profissão, uma vez que somos mais de 60%”, disse Meglen, ao constatar que a autarquia amazonense vem avançando, se comparada com outras instituições.

“Dos nove conselheiros, mais o federal, somos apenas quatro mulheres. Ainda somos minoria, mas somos hoje 40% no conselho e isso pode ser considerado um grande avanço, se compararmos com a participação da classe na política ou à frente de grandes empresas. A minha meta é aproximar os arquitetos do conselho e aproximar os arquitetos da sociedade. Quero mostrar que é possível somar, tratar as pessoas com respeito, valorizar a todos e atuar de maneira diferente”, disse Valau.

Entre conselheiras titulares e suplentes, o CAU/AM soma oito arquitetas e urbanistas, sendo Cristiane Sotto Mayor, Ingrid Ferreira, Ivone Rocha, Layla Matalon, Germana de Vasconcelos, Andreia Souza, Ana Lúcia Abrahim e Isabelle Lima. No CAU/AM a gerência técnica é comandada tambem por uma mulher, a arquiteta e urbanista Gabriela Marques.

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“Acredito que dentre tantas profissões que suprimem a mulher, a de arquitetura e urbanismo é uma das que enaltece, pois é uma área em que características nossas são levadas em conta, como a preocupação com detalhes, a delicadeza e a leveza. Isso não afasta, entretanto, algum tipo de preconceito, que ao meu ver ainda acontece quando as arquitetas necessitam acompanhar obras e a maioria dessas são permeadas por homens. Mesmo assim, estamos numa crescente e isso nos faz acreditar num respeito mútuo cada vez maior”, destacou Gabriela.

Estatísticas favoráveis

Nas faixas mais jovens, com até 30 anos, as arquitetas e urbanistas já são 73% do total de profissionais ativos. Na faixa mais numerosa, entre 30 e 40 anos, representam 65% da categoria. Elas só são minoria entre aqueles com mais de 60 anos. A idade média das profissionais é de 38 anos. As principais atividades realizadas são as de Projeto (55% do total), seguidas de Execução de Obras (32%) e Atividades Especiais (9%), que são serviços de laudo, vistoria, perícia, avaliação, consultoria, assessoria técnica, etc.

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