Calor já é intenso neste início de junho em Belém (PA)

Vendedores de água e refrigerante nas ruas de Belém. (Foto: Bruno Carachesti)
Vendedores de água e refrigerante nas ruas de Belém. (Foto: Bruno Carachesti)
Vendedores de água e refrigerante nas ruas de Belém. (Foto: Bruno Carachesti)

Com o início de junho o volume das chuvas que castigaram a Região Metropolitana de Belém (RMB) diminui. Desde então, é possível notar que as temperaturas começaram a subir na capital, assim como em outras regiões do estado.

A população que precisa sair de casa, principalmente no período da tarde, tido como o mais quente do dia, reclama do calor intenso. Em contrapartida, os vendedores ambulantes que comercializam garrafinhas de água, coco e sorvetes nas paradas de ônibus, esquinas e praças de Belém comemoram o aumento das vendas.

O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet Pará), José Raimundo Abreu de Sousa, explica que, devido à falta de nuvens, a radiação solar chega diretamente à superfície da terra, elevando a temperatura. “Há um predomínio de céu claro, parcialmente nublado. A temperatura subiu desde o início de junho, quando diminuíram as chuvas. A temperatura máxima em Belém é de 33°C, principalmente em locais que não são arborizados. De maio para junho, houve um aumento de 5°C”, disse.

Segundo José Raimundo, na RMB, as chuvas devem aparecer no período da noite, decorrentes das altas temperaturas registradas durante o dia. “O vapor de água que se forma na atmosfera vai formar as nuvens de chuvas depois das 17h. Saímos do período chuvoso e estamos passando para o mais seco, começando em junho com o fenômeno El Niño em andamento, que inibe a formação de nuvens”, esclarece.

SOMBRINHAS

Se antes se via pelas ruas a população com sombrinhas para se proteger das chuvas, agora o objeto está sendo muito utilizado para quem quer escapar dos raios solares. Beber muita água é uma importante dica dos especialistas que está sendo seguida pelos que não querem desidratar com o calor. “Sempre procuro sombra e bebo muita água. É quente, mas é bom, né? Melhor do que a chuva, que atrapalha na hora de voltar do trabalho para casa”, afirmou a empregada doméstica Edilene Duarte, 40, que esperava pelo coletivo em uma parada de ônibus da capital.

(Diário On Line)

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