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Clandestinos podem falir os ‘transportes urbanos’ em Manaus

"A continuar assim, a falência do sistema é irreversível", diz presidente dos rodoviários Givancir de Oliveira - foto: AC
Redação
Escrito por Redação

O sistema de transportes coletivos em Manaus está falido. As empresas alegam que não suportam mais pagar a conta e o alto custo operacional da frota sem ajuda da prefeitura municipal. Eles reclamam da falta de fiscalização dos transportes clandestinos, dos aplicativos ao não reajuste da tarifa, que está congelada a mais de 02 anos.

A revolta de trabalhadores dos transportes urbanos em Manaus, e as várias paralisações pontuais de linhas, é apenas a ponta de um problema que vem se avolumando ao longo dos dois últimos anos.

Os empresários não tem mais como pagar o custo do sistema, as contas não batem, as planilhas estão no vermelho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Givancir de Oliveira. para operar o sistema em Manaus os empresários gastam R$ 65 Milhões, mas só arrecadam R$ 45 Milhões/Mês

“O movimento grevista iniciado na manhã de quinta feira (20) vai continuar. Não tem como segurar os trabalhadores”, alerta Givancir, que prevê o colapso dos transportes urbanos na capital do Amazonas, por falta de pagamento dos trabalhadores. Se o prefeito Arthur Neto (PSDB) não se disponibilizar para resolver a situação pode piorar.

“A continuar assim, a falência do sistema é irreversível”, diz presidente dos rodoviários Givancir de Oliveira – foto: AC

Para o presidente dos rodoviários, a cidade está cheia de Kombis e carros clandestinos, lotações ilegais, moto-taxistas irregulares, aplicativos de tudo quanto e jeito (99, Uber, Chama Taxis, ViaBee), além dos Alternativos, Executivos e cabritos. “Com tanta ilegalidade, fica impossível para os empresários do sistema de transportes Urbano pagar a conta sozinhos”, diz ele.

Com o colapso, o caos pode se implantar no sistema em definitivo, tanto com o sucateamento da frota, quando ao abandono de empresas. Empresários já se manifestam desistentes.

Não querem continuar investindo em um setor deficitário, que não mostra nenhum sinal de recuperação sem a interferência do poder municipal, que por questões políticas, não toma a decisão do aumento da tarifa, da solução da Faixa Azul, de intensificar a fiscalização para impedir a ação dos clandestinos.

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