Combate à violência contra a mulher: Essa luta é de todos nós

Arte/Divulgação

Agosto entrou no calendário de campanhas e mobilizações como o mês de combate à violência contra a mulher. Um tema amplo, delicado, e que vem recebendo cada vez mais atenção da sociedade. Mas e você? Saberia caracterizar a violência contra a mulher?

A violência pode ocorrer de diversas formas. Antes é importante entender que se trata de qualquer ação ou omissão contra as mulheres – em virtude de serem justamente mulheres – que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, dano moral ou patrimonial. O amparo ocorre hoje por meio da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), direcionada a todas as mulheres, independente da classe social, raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, renda, cultura, idade ou religião. A agressão pode partir do homem ou da mulher (relacionamento homossexual) desde que exista, ou tenha existido, alguma relação de afeto ou convivência por laços de família – natural ou escolhida.

A violência contra as mulheres, em geral, acontece em ciclos que se repetem. Por isso, é preciso entender seu mecanismo e contar com apoio para pôr fim a essa situação. O ciclo, chamado de ciclo da violência doméstica e familiar de gênero, é dividido em: “Lua de Mel”, “Tensão”, “Reconciliação” e “Explosão”, cada um com suas características.

Mulheres em situação de violência podem contar com um plano de segurança para que possam se libertar de seus agressores, que inclui:

  •  Contar à pessoa de sua confiança o que está acontecendo e criar um plano para agir, caso a violência aumente;
  •  Incluir no celular contato de serviços de proteção à mulher e de vizinhos, amigos e familiares que podem ajudar;
  •  Deixar documentos, chaves, remédios e outros itens importantes separados em local seguro, caso você precise sair de casa com urgência;
  •  Planejar a saída de casa e o transporte até um lugar seguro;
  •  Se já possui medida protetiva, mantenha o documento consigo.

Em Manaus, mulheres podem buscar apoio no Centro de Referência dos Direitos da Mulher (CRDM), estrutura municipal que promove atendimento humanizado às vítimas, por meio da assistência social e jurídica, acompanhamento psicológico, além de cursos de qualificação para a geração de renda, auxiliando mulheres no processo de emancipação de seus agressores.

A unidade está localizada na Rua Araxá, conjunto Duque de Caxias, Flores, zona Centro-Sul. Telefone: 98842-2266

Combater a violência contra mulher deve ser causa de todos. Não fique calado (a). Denuncie no disque 180, 0800 092 6644 ou 0800 092 1407.

#ManausporElas

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