Comunidades buscam apoio ao desenvolvimento do turismo

Moradores do Tupé querem fortalecimento do turismo comunitário

Comunidades buscam apoio para o turismo comunitário/Foto: Divulgação

Moradores do Tupé querem fortalecimento do turismo comunitário

Moradores de comunidades tradicionais ribeirinhas do Baixo Rio Negro, inclusive da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, que trabalham com o turismo, estão buscando mecanismos de fortalecimento de base.

No último sábado (01), 38 comunitários participaram de uma oficina com a finalidade de receber informações sobre os cursos de capacitação que serão oferecidos ao longo de 2014, pela Prefeitura de Manaus que presta apoio às ações de desenvolvimento do turismo nessas áreas.

As instruções sobre os cursos foram repassadas por integrantes do Projeto Tucorin (Turismo Comunitário do Rio Negro), desenvolvido pela ONG Nymuendaju, Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipe), Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) e Central de Turismo de Base Comunitária na Amazônia. Durante a oficina, também, foi discutida a criação de uma logomarca do projeto.

A proposta é dar uma identidade visual às ações, a partir de sugestões coletadas entre os próprios comunitários, e, então, intensificar a divulgação do roteiro alternativo. O trabalho será desenvolvido com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

A técnica de projetos da ONG Nymuendaju, Ruth de Souza Nunes, disse que o foco do Tucorin é o universo comunitário. Por meio dele, o visitante pode ter contato com a vivência do ribeirinho, seus hábitos e costumes, dentro de um roteiro pré-estabelecido que inclui refeições e pernoite em casas de ribeirinhos, o contato com a floresta por meio de trilhas terrestres e aquáticas, artesanato e rituais indígenas. Tudo feito sem a presença de intermediários, com a remuneração pelos serviços feita diretamente aos comunitários.

Os roteiros do Tucorin já estão sendo oferecidos há cerca de um ano e meio e, agora, de acordo com Ruth Nunes, a perspectiva é de aumento do movimento de turistas em função da Copa 2014. Daí, a necessidade da capacitação. Os roteiros são de seis comunidades: três na RDS do Tupé (Julião, Colônia Central e São João do Tupé), duas no Parque Estadual Rio Negro Setor Sul (Bela Vista do Jaraqui e Nova Esperança) e três na APA Estadual da Margem Esquerda (São Sebastião do Rio Cuieiras) – todas inseridas no Mosaico de Unidades de Conservação do Baixo Rio Negro.

Segundo a instrutora da oficina Nailza Pereira, do IPE, serão disponibilizados aos comunitários cursos de capacitação nas áreas de culinária, artesanato com sementes, tingimento natural para artesãos, condução de trilhas, gestão de negócios, hospitalidade, entre outros temas. A finalidade é promover o aperfeiçoamento da prestação dos serviços aos visitantes com a inserção de técnicas que ajudam na melhoria da qualidade do atendimento.

O diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Sinomar Fonseca, explica que o apoio da Semmas ao roteiro ocorre num momento em que é fundamental sua difusão. “O momento agora é de colocar em prática o que tem sido feito e as belezas naturais da RDS do Tupé têm um papel significativo no roteiro”, afirmou. A Semmas apoiará a confecção da logomarca do projeto e a realização de algumas das oficinas de capacitação.

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