Copa Cosmo Dias de Jiu-Jítsu reúne quase 700 atletas na Arena Amadeu Teixeira

FOTO: MAURO NETO/SEJEL

Reunindo 650 cascas grossas, a 2ª edição da Copa Cosmo Dias de Jiu-Jítsu ocorreu durante toda manhã e tarde deste domingo, dia 15, na Arena Amadeu Teixeira (Loris Cordovil). Homenageando um dos principais nomes da Arte Suave no Amazonas, a competição foi prestigiada por quase duas mil pessoas e colocou frente a frente todas as categorias e graduações da modalidade. O evento recebeu apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Uma das disputas mais aguardadas foi da Absoluto faixa preta Sênior, que fez jus a ansiedade do público. Mostrando habilidade e muita garra, o mestre Charles Gonçalves, que tem mais de 20 anos de Jiu-Jítsu, venceu e conquistou o lugar mais alto do pódio. A vitória veio após o adversário, Orlean Smith, não conseguir chegar até o final do combate e desistir. Em terceiro, ficou Edvan Oliver.

“Quase no final da luta o meu adversário pediu para sair, não aguentou, deve ter sentido muito, pois faltavam segundos para acabar. Mesmo assim, foi um combate duro, cheguei até machucar, pois depois de uma puxada batemos nossas cabeças. Graças a Deus, deu certo e a premiação veio em boa hora, eu estava precisando, vai ajudar muito”, disse Charles, que pela Absoluto ganhou R$500 e uma cesta básica.

FOTO: MAURO NETO/SEJEL

 

Charles é pupilo dos mestres Cosmo Dias e Nonato Machado e além de levar a categoria Principal, também conquistou a Pesadíssimo Faixa Preta. O lutador que trabalha como motorista era só alegria. “É uma honra poder participar e ganhar essa Copa que leva o nome de uma lenda do esporte, ainda mais porque iniciei no Jiu-Jítsu com os mestres Cosmo e Nonato e até hoje procuro aprender com eles”, destacou.

Quem também fez bonito no tatame foi Felipe Ferreira. O Faixa azul levou a medalha de ouro para casa após conquistar a categoria Leve e vencer por finalização o lutador Gabriel Gonçalves. O jovem de 15 anos conta que começou ainda criança a praticar a modalidade, através do seu pai e professor, Alcides Brito. Depois do falecimento do patriarca da família, ele continuou no esporte com o mestre Cosmo Dias.

“Meu pai faleceu quando eu tinha oito anos, mas sei que ele me acompanha nas competições e deve estar orgulhoso desta conquista. Desde que o perdi, treino com o mestre Cosmo, que é um ótimo treinador, exige para o bem, e sinto como se ele fosse meu segundo pai”, contou bastante emocionado Felipe, que nos dias 11 e 12 de fevereiro terá outra missão pela frente: se dar bem no Open Belo Horizonte, que acontece na capital de Minas Gerais.

Família unida

Uma família campeã. Assim pode ser descrita Luana Jesus, 34, Luani dos Santos, 15, e Jander dos Santos, 12, mãe e filhos que subiram ao pódio na tarde deste domingo pela Copa. As meninas do clã foram ouro pela faixa branca, peso adulto e médio respectivamente, e o rapaz levou a prata pela faixa laranja peso pena.

Aos 34 anos, dona Luana iniciou no Jiu-Jítsu há um ano. Esse foi o terceiro campeonato dela e o primeiro a medalhar. A influência do esporte, entretanto, não vem só dos filhos, mas também do marido, mestre Wallace Gonçalves, que também mantem uma academia em casa, a WGC na Nova Cidade. “Estou muito feliz com a minha conquista, ganhei de atletas bem mais novas e essa é minha primeira medalha. Além disso, é muito bom estar em família e poder acompanhar a trajetória dos meus filhos. A Luana já tem quatro anos no Jiu-Jítsu e Jander cinco, e eles nos orgulham muito”, destacou a mãe coruja.

Para a filha, Luani Dos Santos, não haveria outro caminho a seguir sem ser o de lutadora, e o foco é crescer ainda mais no esporte. “A gente respira Jiu-Jítsu dentro de casa e nosso mestre é o meu pai e recebemos todo o apoio dele e da minha mãe, mas também muita cobrança. Mas a gente sabe da nossa responsabilidade e queremos cada vez mais orgulhar nossa família”, afirmou.

Para o homenageado da competição, a segunda edição surpreendeu pelo desempenho dos mais `novos`. “A cada ano que passa, Graças a Deus, mais gente passa a aderir ao Jiu-Jítsu, principalmente as crianças e jovens. E o que a gente avalia aqui é como essa classe vem se saindo bem, crescendo e ganhando os tatames. Eles tem muito a aprender, mas a gente tem a aprender com eles também, e isso me deixa muito feliz”, destacou seu Cosmo, com sua armadura.

O mestre Cosmo Dias iniciou na Arte Suave aos 18 anos/Foto: MAURO NETO

Cosmo Dias

O mestre Cosmo Dias iniciou na Arte Suave aos 18 anos de idade. Hoje, aos 55, ele é faixa coral pela CBJJ e soma 37 anos de carreira. É considerado uma lenda viva do esporte e neste tempo já perdeu as contas de quantos faixas preta formou, mas guarda com carinho ao menos dois, seus filhos Kiki e Karina.

“Fui o primeiro aluno do mestre Nonato Machado faixa preta, o qual tenho um carinho e respeito muito grande. Acredito que durante todo este tempo de história no Jiu-Jítsu, o mais difícil é se manter, ou seja, treinar, lutar e evoluir. Porém, nada para mim é sacrifício, gosto do esporte e durante todos esses anos realizei sonhos formando atletas, conquistando títulos, ministrando projetos sociais, ajudando pessoas através do esporte e me reciclando como atleta”, disse seu Cosmo.

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