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Cresce o medo de ‘perder o emprego na pandemia’, diz pesquisa

O desemprego no Brasil subiu para 12,2% no 1º trimestre de 2020 e atingiu 12,9 milhões de brasileiros – foto: Agência Brasil

Pesquisa da FSB encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que subiu para 48% o número de brasileiros que estão no mercado de trabalho que têm medo “grande” ou “muito grande” de perder o emprego por causa da pandemia de covid-19.

Outros 22% não têm essa preocupação.

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O levantamento foi realizado de 2 a 4 de maio e ouviu 2.005 pessoas por telefone nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Eis a íntegra:

Impacto será ‘muito grande’ para 67%

Estudo da FSB encomendado pela CNI

• 76% irão consumir menos no pós-covid
• 86% são a favor do isolamento social

O Ministério da Economia registrou até 4ª feira (6.mai.2020) mais de 6 milhões de acordos entre empresas e empregados para reduzir jornada e salário ou suspender contratos durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. Segundo o governo, este número representa os “empregos preservados” até agora durante a pandemia.

Mas mesmo com esses esforços, o IBGE indicou 1 aumento de 1,2 milhões de desempregados no 1º trimestre deste ano. Ao todo, são 12,2% dos brasileiros desalentados, cerca de 12,9 milhões de pessoas.

O estudo também reforça que há uma grande percepção de risco em relação aos efeitos negativos da covid-19. Cerca de ⅔ da população (67%) disseram que o impacto na economia brasileira será “muito grande”. Os que acham que o setor será pouco ou nada abalado são 3%.

O levantamento também mediu a percepção de gastos futuros dos entrevistados. Disseram que irão reduzir o consumo de pelo menos 1 produto no período pós-pandemia 76% dos entrevistados. Outros 25% afirmaram que nada mudará.

Pandemia no Brasil

A pesquisa afirma que 42% dos brasileiros acham que a situação da pandemia no Brasil é “muito grave”. Outros 38% acreditam que é grave, enquanto 9% disseram que é “mais ou menos grave”.

O levantamento também mostra que 33% dos entrevistados afirmaram pertencer ao grupo de maior risco da doença (idosos e pessoas com comorbidades). Outros 67% não se enquadram na categoria.

Para tentar frear o avanço da covid-19 no país, governadores e prefeitos estão impondo uma série de restrições de circulação.

A pesquisa questionou os entrevistados sobre as medidas de isolamento social. Os resultados indicam que 86% dos brasileiros são a favor, enquanto 11% são contra. Outros 3% não são nem a favor, nem contra.

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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