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Depois da Pepsi-Cola outras empresas podem deixar o PIM, alerta deputado

“Deixo aqui o meu alerta e a minha solidariedade aos trabalhadores que perderam os seus empregos pela revoada da Pepsi-Cola”, concluiu Serafim Corrêa - foto: divulgação
Redação
Escrito por Redação

A saída da empresa Pepsi-Cola Industrial Ltda. do Polo Industrial de Manaus (PIM), é atribuída à insegurança jurídica causada pelo decreto presidencial que reduziu a alíquota do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI), de 20 % para 4%.

A afirmação foi dada nesta terça-feira (04), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pelo deputado Serafim Corrêa (PSB). “Todas as empresas que vieram para Manaus, vieram porque aqui é mais barato em decorrência os incentivos fiscais. Apesar de não termos infraestrutura e condições – de não termos logística, de não termos boa energia elétrica – nós oferecemos uma compensação, que são os incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM)”, defendeu.

O parlamentar também explicou que, dificilmente, as empresas se deslocariam para Manaus se não houvesse os incentivos fiscais.

“Deixo aqui o meu alerta e a minha solidariedade aos trabalhadores que perderam os seus empregos pela revoada da Pepsi-Cola”, concluiu Serafim Corrêa – foto: divulgação

“As empresas precisam de uma coisa que é fundamental na vida das pessoas, que é a segurança jurídica. A empresa, uma vez contratada, uma vez acertado um acordo, aquilo tem que ser honrado e o governo federal e o governo do Amazonas, vez por outra, alteram no meio do jogo, as regras do jogo. E isso é muito ruim”, disse.

O líder do PSB na Casa ainda fez um alerta para o efeito cascata que a saída da Pepsi- Cola pode causar no Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Qual o grande risco que nós corremos? É que outras empresas sigam o mesmo caminho. Vivemos, hoje, uma instabilidade muito grande. Um fim de governo em que está no “salve-se quem puder”. Mais do que isso, não se tem perspectiva exata do que será feito no próximo governo, porque, de um lado, é verdade que militares ligados ao presidente asseguram que ele manterá o poder, mas do outro, temos um discurso liberal, do chefão da economia, Paulo Guedes, que vai exatamente no sentido oposto. Podemos perder mais, a depender de como as coisas caminharão a partir do dia 1º de janeiro”, defendeu.

Depois de quase 20 anos no Amazonas, o grupo PepsiCo assinou a demissão de 51 trabalhadores.

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