Deputado Serafim Corrêa contesta dados de Bolsonaro

Foto: Reprodução

Ao ver os dados de repasses enviados por Jair Bolsonaro para o combate ao coronavírus, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) fez um apelo para que o presidente mude sua postura. Para o parlamentar, os repasses estão distorcidos.

“O Brasil, como o mundo, vive uma pandemia. Momento que exige a união de todos.
Exige racionalidade e entendimento. Não estamos tendo sorte. O presidente da República, ao invés de coordenar e facilitar as ações, tem comprado briga com os 27 governadores e disparado notícias que são inverídicas”, disse Serafim durante Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Em uma publicação oficial da Secretaria de Comunicação do Governo federal, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que transferiu R$ 18,5 bilhões ao Amazonas e que parte desses recursos foi para o combate à pandemia no Estado. Quando, na verdade, as transferências obrigatórias para Educação, auxílio emergencial e outros, por exemplo, não ultrapassaram R$ 9 bilhões.

“O que foi transferido para o Amazonas, todas as transferências, não chegam a R$ 9 bilhões. Aqui, o governo arrecadou R$ 21 bilhões. Ele levou R$ 12 bilhões. Essa é a realidade. Ainda que não fosse assim, não é o momento do presidente brigar com os governadores. É hora de todos nós nos unirmos para combater o inimigo invisível que é o vírus”, afirmou o deputado.

O líder do PSB na Aleam disse que o país precisa reforçar o pacto federativo, se unir e que Bolsonaro deve mudar a sua postura diante da pandemia. “Precisamos reforçar o nosso pacto federativo e não ficar brigando. Ver os melhores caminhos para conseguirmos vacina, porque sem vacina não vamos sair dessa situação. Israel é o país que vacinou quase toda a sua população. Lá que estamos vendo os menores índices de contaminação e de mortes proporcionalmente à população. Faço apelo pela paz. Não que tenha medo da guerra, mas entendo que este é um momento de paz, entendimento, de diálogo. Se ele [Bolsonaro] continuar nesse caminho, vai ter um final triste. Pode até ser reeleito, mas a história será cruel com ele”, finalizou.

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