Derrotado no Senado, Guedes promete mexer no abono salarial dos trabalhadores

Paulo Guedes se desespera com a perda de R$ 133,2 bilhões o impacto da reforma da Previdência e quer tirar abono salarial custe o que custar - foto: arquivo

O Senado Federal reduziu em R$ 133,2 bilhões o impacto da reforma da Previdência no primeiro turno de votação da proposta.

A desidratação inesperada deflagrou uma megaoperação no governo para evitar perdas ainda maiores, numa força-tarefa que mira agora o segundo turno para manter a potência fiscal de R$ 800,3 bilhões.

Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ordenou que cada bilhão perdido no Senado seja compensado no chamado “pacto federativo”, que deve reunir medidas para descentralizar recursos em favor de Estados e municípios”, informam os jornalista Idiana Tomazelli, Daniel Weterman e Eduardo Rodrigues, em reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

“A indicação de Guedes a seus auxiliares de que haverá ’troco’ da equipe econômica gerou ainda mais animosidade no ambiente já conflagrado do Senado”, aponta a reportagem. O motivo da revolta de Guedes, na prática, é um benefício concedido aos mais pobres.

O plenário impôs na noite de terça-feira uma derrota ao retirar as mudanças nas regras de pagamento do abono salarial. O texto da Câmara restringia o benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 998), a quem recebe até R$ 1.364,43 por mês.

Mas o Senado decidiu manter as regras atuais, que garantem o repasse a quem ganha até dois salários mínimos (R$ 1.996). A mudança tirou R$ 76,4 bilhões da reforma.

plantaobrasil

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