Desserviço.com.br – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Professor Universitário

Sou forçado a pedir desculpas aos leitores por falta que não é minha. Tenho indicado para contato meu e-mail lauriaferreira@hotmail.com, porém meu provedor de Internet ora concede ora nega esse contato, sem a menor confiabilidade. Se fosse apenas meu caso, não o comentaria neste espaço. Mas o problema atinge uma coletividade de usuários que confiaram na ClaroNet e acreditaram na correção e eficiência do sistema, vendido como se fosse uma maravilha. São desrespeitados como clientes e empulhados como consumidores. Assunto para a Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor, que prestam bons serviços, ao contrário dos provedores de Internet, com raríssimas e honrosas exceções.

Conforme alardeado na propaganda do sistema ClaroNet, o assinante consegue conexão rápida e gastos telefônicos reduzidos. Mas paga por um serviço inconsistente, intermitente, com desconexões ou bloqueios de acesso a vários sites, sem aviso prévio nem explicação. Provedor desprovido de eficiência deve dar desconto pelas horas que subtrai ao cliente. Se precisam cumprir quota do racionamento de energia elétrica, que os períodos de desconexão e acesso errático aos sites sejam transparentemente agendados e previamente comunicados.

Uma sofrida usuária desabafou: “Parece o samba do crioulo doido. Às vezes recebo e-mails sem poder enviar, às vezes envio, sem conseguir receber” (no programa Outlook Express). Costumam negar serviço às segundas-feiras, em meio ou fins de semana, nunca se sabe quando, às vezes por mais de 48 horas. Mesmo assim, a Internet anuncia sua pretensão de expandir o sistema, agora com o 5G.

Como, se nem sequer conseguem atender adequadamente aos clientes atuais? As famosas “broncas técnicas” deveriam ser raras, ocasionais, em vez de constantes, repetitivas. Um informativo aos seus 200 mil assinantes foi distribuído em Janeiro sob o título “Prestação de Contas”. Na carta/editorial, é apresentado a ClaroNet como “uma grande empresa que liga para você”. Difícil acreditar. Mas insistem: “Temos certeza de que superaremos cada vez mais as suas expectativas”. Ainda não conseguiram preenchê-las. Não devem estar sabendo o que se passa em sua empresa, muito menos do lado de cá, onde seus clientes são vítimas das trapalhadas da ClaroNet. Pagam por um serviço anunciado como bom, mas o recebem aos trancos e barrancos. Mais do que meio de lazer, a Internet é ferramenta de trabalho para cumprir prazos, pagar contas, obter informações, fazer negócios. Os desserviços da ClaroNet e de outros provedores que também não provêm como devem, prejudicam o ganha-pão de muita gente e o progresso da região. Ou será que a ineficiência é uma política velada de lucratividade? Em todo caso, é caso para o Procon.

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