Destino, o encontro de Walt Disney e Salvador Dalí – por Isabela Abes Casaca


Em 1945 o animador Walt Disney uniu-se ao pintor surrealista Salvador Dalí a fim de produzir uma animação com uma toada diferente, criar uma trama surreal e animada com base na música Destino, do compositor Armando Dominguez. Porém por motivos desconhecidos o projeto foi cancelado.

A fonte oficial explica que o projeto não foi considerado economicamente viável na época. Porém, se pudesse arriscar um palpite, relacionaria o abandonado a outro fato que aconteceu na mesma década, relacionaria a desistência com a má recepção da crítica ao filme Fantasia (outro projeto de vanguarda dos estúdios Disney, cujo valor foi somente reconhecido muitos anos depois).

A concretização da curta metragem aconteceu apenas 58 anos após o seu início, após o lançamento do Fantasia 2000 (continuação do Fantasia de 1940), Roy E. Disney decidiu retomar as filmagens de Destino, que foi lançado em 2003, contando uma historia de amor, de jeito bem pouco tradicional, usando vastamente de surrealismo e simbolismo.

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A interpretação? Essa deixo para estudo de cada um de nós, afinal ainda estou me esforçando pra compreender mais esse trama e a mensagem que ela quer passar. Sinto que se fizesse um análise seria por demais simplista e reducionista. Não me sinto apta a fazê-lo, quem sabe um dia eu seja…

[NOTA DA AUTORA] É importante mencionar que, Fantasia e Destino são dois projetos de vanguarda muito bons realizados pelos estúdios Disney, apesar de guardarem alguns pontos de encontro, na maior parte do tempo seguem estilos próprios, cada qual com seu brilho e particularidade.

[author image=”http://oi59.tinypic.com/md2p28.jpg” ]Isabela Abes Casaca é graduanda em Direito e integrante do movimento Novo Ágora. Considera-se escritora amadora.[/author]

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