Distrito Industrial virou um ‘mar de piratas’ para os transportes Especial, em Manaus

Empresa Manauara Transporte Rodoviários mostra documentos de regularidade - foto: Gabriel Enock

A quantidade de ônibus clandestinos – ônibus piratas -, que entraram no Distrito Industrial do Amazonas, chega a impressionar até os profissionais dos Transportes Especial, que trabalham nas rotas há mais de 25 anos na profissão.

A denúncia foi feita pelo presidente do Sindicato dos Transportes Especial (Sindespecial), William Enock. Ele afirma que existem 20 empresas legalizadas e aproximadamente 100 ‘empresas piratas’ atuando nas rotas do Distrito Industrial, sem se preocupar sequer com a vida de quem eles transportam e, muito menos, com a fiscalização de trânsito.

Enock diz que a maioria destas empresas não pagam o seguro do ônibus, em alguns casos os motoristas não tem nem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Eles sucateiam os transportes para cobrar um preço menor pelos serviços prestados às indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Presidente do Sindicato dos Transportes Especial, William Enock – foto: Correio

Economia perigosa

A responsabilidade dos ‘ônibus piratas’ também é das indústrias. Para o presidente do Sindespecial, as fábricas querem fazer economia e terminam por incentivar o aumento perigoso desses ônibus irregulares nos transportes de seus funcionários, pagando quase a metade do que pagariam por uma Rota regularizada junto aos órgãos de fiscalização de trânsito.

“A pirataria envolve vários riscos e prejudica os trabalhadores, que não recebem o piso salarial da categoria e nem os benefícios conquistados pelo Sindicato, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT),”, aponta Enock.

Essa é a relação das empresas regularizadas, que trabalham no sistema dos transportes especial – foto: recorte

Para o presidente do Sindespecial, as empresas legalizadas, que pagam impostos, que estão em dias com as obrigações trabalhistas, elas estão sendo penalizadas pela omissão dos órgãos de fiscalização de trânsito, no caso, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU)”.

Desemprego

O desemprego de motoristas experientes, aumentou muito nos últimos anos. “Com tantos piratas, fica difícil para as 20 empresas legalizadas manterem as rotas e os empregos com registro em carteira”, explica Enock.

Enock afirma que a solução passa pela fiscalização. Tem ônibus sem identificação, com placas clonadas, com tempo de vida útil vencido e, até, uma frota de cacarecos, que está tentando tirar os contratos de empresas que tem custo operacional alto, por pagar em dias os seus encargos e impostos.

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