Duas empresas preparam falência e Rodoviários pedem intervenção ao Prefeito

A São Pedro está com placas sendo colocadas à venda - foto: Gabriel Guimarães

Funcionários das empresas de ônibus Global Green e Viação São Pedro paralisaram as suas atividades nesta quinta feira (04), e querem que o prefeito David Almeida faça uma intervenção financeira urgente, antes que seja tarde, nas duas empresas dos transportes públicos em Manaus.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Josenildo Mossoró, os trabalhadores estão temendo que dois empresários também deem ‘o golpe da falência’, como já aconteceu com a Açaí Transportes, recentemente.

A Global está de recuperação judicial e à beira da falência e, já não paga mais os salários e benefícios dos seus funcionários normalmente. O Sindicato informa que o empresário dono desta empresa de ônibus deve mais de R$ 4 milhões relativo às férias dos trabalhadores, fora os encargos sociais e salários.

Global Green à beira da falência – foto: Gabriel Guimarães

Por sua vez, os funcionários da São Pedro temem pelo histórico de falência do seu dono. O senhor Roger deixou um rombo nas contas de trabalhadores em quatro estados brasileiros – Acre, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco. “Ele é acostumado a comprar empresas, fica de seis a dez anos, sem pagar encargos, vende as placas dos ônibus e se muda para dar golpe em outra praça”, aponta.

Intervenção

“O pedido de intervenção ao prefeito originou da desconfiança que os trabalhadores tem dos empresários”, aponta Josenildo. De acordo com ele, motoristas e cobradores desconfiam que os empresários das duas empresas estão ‘desviando’ dinheiro para fora do Amazonas, para investir em negócios e atividades extra-transportes, em outras regiões do Brasil.

Global Green prepara a falência e o não pagamento dos trabalhadores – foto: Gabriel Guimarães

O descaso com funcionários é tamanho, que eles, os empresários, já não pagam encargos e a tendência é que deem o golpe da falência. “O prefeito David Almeida tem que fazer o que outros prefeitos fizeram, que é intervir no financeiro da empresa para obriga-la a pagar. Se não tiver condições, então que abra uma licitação para a entrada de outra empresa de ônibus”, assinala.

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