Em retaliação aos senadores Omar e Eduardo, Bolsonaro ataca o AM e ameaça a Zona Franca

Em retaliação aos senadores do Amazonas, Bolsonaro contra-ataca ameaçando a Zona Franca de Manaus - foto: recorte/arquivo

Após Jair Bolsonaro (sem partido) citar, em sua live semanal, a possibilidade de Manaus deixar de contar com sua Zona Franca, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) declarou que o presidente não tem compromisso com o Amazonas e que teme as investigações da CPI da Covid no Senado.

“Zona Franca da Manaus, imagine Manaus sem a Zona Franca. Hein, ô senador Aziz, você que fala tanto aí na CPI. Senador Eduardo Braga, imagine aí o estado sem a Zona Franca”.

“O presidente deveria comprar vacinas, em vez de ameaçar o povo do Amazonas”, deputado Marcelo Ramos.

Na perspectiva de Ramos, Bolsonaro ameaçou não só os senadores, como o emprego de milhares de amazonenses, os negócios que investem em Manaus, como também a receita de impostos estaduais que pagam a saúde e a educação. Em uma postagem compartilhada no Facebook, Ramos fez comentários sobre as declarações do chefe do Executivo.

O presidente usou uma ameaça a Zona Franca de Manaus para atingir o senador Eduardo Braga e o senador Omar, incomodado com a postura de ambos na CPI que investiga a atuação do governo federal no enfrentamento da pandemia. Essa conduta do presidente demonstra duas coisas: primeiro, que ele está apavorado, segundo que ele não tem compromisso com interesses maiores do povo do Amazonas.

CPI da Covid investiga combate à pandemia

A Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada no Senado, tem colhido depoimentos de peças importantes da gestão da Saúde no Brasil. Até o momento, foram ouvidos os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teiche e Eduardo Pazuello, além do atual gestor da pasta, Marcelo Queiroga.

O colegiado também recebeu o CEO da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten e o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

A crise sanitária que ocorreu em Manaus, capital do Amazonas, em janeiro deste ano, é um dos focos de investigação dos senadores. Ontem, Eduardo Pazuello foi questionado sobre a falta de oxigênio na região e declarou que a responsabilidade era da Secretaria de Saúde do Estado em chegar o estoque de oxigênio e não do Ministério da Saúde.

Omar Aziz preferiu não se estender muito nos comentários, mas afirmou que Bolsonaro, com essa atitude, externa certo incômodo com o avanço dos trabalhos da comissão.

A crise sanitária que ocorreu em Manaus, capital do Amazonas, em janeiro deste ano, é um dos focos de investigação dos senadores. Ontem, Eduardo Pazuello foi questionado sobre a falta de oxigênio na região e declarou que a responsabilidade era da Secretaria de Saúde do Estado em chegar o estoque de oxigênio e não do Ministério da Saúde.

Ao mesmo tempo, o general do Exército disse que “sofreu muito” pelo que ocorreu em Manaus, alegando que sua família mora na cidade e que chegou a perder parentes e amigos por conta da covid-19.

“Eu sofri muito em Manaus, quero dizer para os senhores todos que eu vim de Manaus, perdi parentes e amigos em Manaus, Seria um absurdo dizer que isso não me afetou e não me afeta. Claro que existem limites do que a gente consegue fazer”, disse Pazuello.

UOL

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