Em Roraima, garimpo avança e pode prejudicar indígenas

Foto: Divulgação

Houve uma alta de 3% na área degradada por garimpeiros no território yanomami em março em comparação a fevereiro. A informação é do Instituto Socioambiental (ISA), que monitora a atividade na região de Roraima. As regiões que tiveram maior incremento nas escavações foram as de Hakoma e Parima. “Que até então não pareciam ter uma atividade tão intensa”, segundo o boletim.
Algumas escavações estão a apenas cinco quilômetros de um subgrupo yanomami, que vive em isolamento voluntário e jamais recebeu qualquer vacina. Indígenas são considerados especialmente vulneráveis à pandemia por conta de costumes que tendem a facilitar a disseminação de doenças respiratórias e da ausência de hospitais em seus territórios.
No caso de indígenas isolados, os riscos são ainda maiores, pois vários desses grupos não têm qualquer memória imunológica contra outros vírus que podem ser levados por forasteiros e que poderiam agravar um eventual surto de covid-19 nas comunidades.
Maior terra indígena do Brasil
O território Yanomami localizado na fronteira do Brasil com a Venezuela é o maior espaço indígena brasileiro. Lá vivem cerca de 26 mil membros dos povos Yanomami e Ye’kwana, distribuídos em 321 aldeias.

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