Empresas de transporte faturam R$ 120 milhões por ano, diz vereador

As empresas de transporte coletivo estão faturando anualmente mais de 120 milhões na capital amazonense/Foto: Reprodução-Internet

As empresas de transporte coletivo de Manaus estão faturando anualmente mais de 120 milhões na capital amazonense. Os dados foram apresentados pelo vereador Marco Antônio Chico Preto (PMN) esta semana no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

De acordo com o vereador, ao menos 300 ônibus do transporte coletivo circulam na cidade de Manaus sem que houvesse renovação da frota, que já ultrapassam os 10 anos de uso. Na maioria, ônibus velhos e com problemas de manutenção seguem transportando passageiros pelas ruas de Manaus, sem que haja garantia de segurança para os manauaras.

Defendendo a CPI do Transporte Público, o vereador explicou que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e Prefeitura Municipal de Manaus mantem-se em silêncio sobre um tema que movimenta mais de 500 mil usuários por dia, que dependem do transporte público na capital.

As empresas de transporte coletivo estão faturando anualmente mais de 120 milhões na capital amazonense/Foto: Reprodução-Internet

“Desde que assumi meu mandato como vereador em 2017, estou lutando para que o transporte público seja melhorado. Já fiz decreto impedindo o aumento da tarifa, já questionei a prefeitura, entrei com representação no Ministério Público, para que a frota fosse renovada e agora defendo a instalação da CPI. O único caminho é abrir a caixa preta do transporte coletivo”, defendeu Chico Preto.

Para o parlamentar, o transporte coletivo deveria ter sido renovado em 2017, já que houve o aumento da passagem nos últimos anos de R$3 para R$3,80, o que representa um valor significativo que daria para melhorar as condições do transporte coletivo da Capital.

Sinetran se defende

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) se defendeu da acusação, por meio de nota, ao informar que a queda brusca do número de passageiros nos últimos dois anos desequilibrou os contratos.

A previsão que era de 16 milhões de passageiros pagantes por mês não se realizou. Atualmente, o número de pagantes por mês gira em torno de 11 milhões de passageiros.

“A SMTU está buscando medidas operacionais para redução de custos e melhoria da eficiência, sem alterar o preço da tarifa, já que um reajuste agora pode afastar ainda mais os consumidores”, esclareceu o sindicato patronal.

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