Escolas particulares apostam nos diferenciais para atrair alunos em 2018

Foto: Divulgação

Com base no último Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), das 5.436 escolas de educação básica no Amazonas, cerca de 300 delas pertencem à rede privada. Metodologia diferenciada, segurança, tecnologia em educação, mais preparo no ensino médio, atividades extracurriculares e projetos que visem além da formação acadêmica dos alunos são alguns diferenciais dos estabelecimentos de ensino particulares, que retomam a rotina normal agora após o feriado do Carnaval.
Na educação básica, onde atenção à formação educacional é mais importante, as escolas particulares acabam saindo na frente. “E para algumas famílias há fatores que também pesam bastante no momento em que vão escolher onde matricular seus filhos, como a localização, a tradição da instituição de ensino, a formação religiosa e a indicação de amigos e familiares”, destacou a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe/AM), Elaine Saldanha.

E, além de um cenário bastante competitivo entre as instituições de ensino, por outro lado a própria cultura dos pais nesses ambientes é mais ativa, cobrando soluções da escola frente a possíveis problemas e exigindo qualidade na educação que estão investindo.

O levantamento do INEP também apontou que dos 44.212 docentes na rede básica no Amazonas, cerca de 4.570 são da educação privada. E do total de mais de um milhão de alunos matriculados na educação básica no Amazonas, cerca de 100 mil deles fazem parte da rede privada.

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“E neste ano, as instituições realizaram uma série de ações para fidelizar e ainda atrair novos alunos, como convênio com empresas parceiras, desconto na mensalidade, promoção com sorteio de notebooks e a capacitação da equipe que faz o atendimento aos pais que buscam a escola para conhecer”, disse Elaine.

Além disso, a implantação de projetos como de aulas de robótica no Colégio Martha Falcão tem sido uma das apostas das instituições. Entre outras tecnologias como as lousas interativas, e-books animados, aplicativos, gamificação, computação em nuvem e internet das coisas são apenas o começo da transformação digital que está em curso, incitando a imaginação de como será a escola do futuro.

Para a presidente do Sinepe/AM, essas são apenas algumas ferramentas que incentivam e estimulam a familiaridade dos pequenos com o mundo tecnológico, contribuindo para a alfabetização digital.

Outra implantação que algumas instituições de ensino realizarão neste ano é a Escola de Inteligência, que algumas já iniciaram pioneiramente, metodologia criada pelo médico e escritor Augusto Cury, que atua no desenvolvimento emocional de toda a comunidade escolar – alunos, pais, educadores – além de combater o bullying, a violência, a baixa autoestima, entre outros problemas psicológicos.

Elaine destaca que a forma tradicional de ensino não funciona e é essencial que as instituições percebam que é preciso mudar e colocar em prática modos diferentes de educar.

“Para isso, os educadores devem investir cada vez mais em capacitação, abraçar novas tecnologias, levar criatividade e inovação para a sala de aula e contribuir para o desenvolvimento de competências, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança e a ética”, apontou.

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