Ex-médico da F1 se diz “destruído” com lesão de Bianchi

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Ex-médico Gary Hartstein/Foto: Getty Images

As informações divulgadas no último boletim oficial emitido pela Marussia causaram preocupação. De acordo com a escuderia, Jules Bianchi foi diagnosticado com uma lesão axonal difusa – DAI -, que é causada por fortes traumas na cabeça. Para Gary Hartstein, médico-chefe da Fórmula 1 de 2005 a 2012, as notícias sobre o estado de saúde do piloto francês são preocupantes.

O Dr. Hartstein explicou mais sobre a grave lesão de Bianchi em seu blog, local onde expôs o que significa a DAI e o que ela pode acarretar na vida do paciente. Apesar de deixar uma mensagem de apoio ao francês, o médico não escondeu que está “destruído e entristecido” pela gravidade do trauma.

Confira trechos do texto de Gary Hartstein:

“Quando um paciente faz uma tomografia, algumas vezes nos surpreendemos que nossos próprios pacientes em coma têm um resultado incrivelmente “normal”. Quando o exame aponta um inchaço generalizado sem lesões neurológicas focais significativas, como hematomas, falamos de lesão axonal difusa, a DAI. Nós odiamos quando isso acontece. É um exame intocado, com um paciente em coma muito sério.

A DAI parece danificar a massa branca do cérebro. O cabeamento. De novo, isso não é bom, já que são os cabos que permitem o processamento de informações de maior nível alcançando várias áreas cerebrais, como visuais e auditivas. Você vê o que está sendo dito, escuta o que está sendo falado, mas o que permite a compreensão são as áreas associativas do cérebro, que fundem e integram as informações. É esse processo que é facilmente interrompido pela DAI. Isso vai ser muito confundido ao inchaço cerebral, pelo menos no começo.

Estou totalmente destruído e entristecido. A DAI normalmente é associada a prognósticos sombrios. Jules é jovem, forte e está sendo tratado por uma excelente equipe. Vamos, Jules. Vença.”(Terra)


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