Excrecência do ‘fundo eleitoral’ em dias de pandemia – por Paulo Onofre

Quem são os deputados que votaram contra fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões - foto: recorte/arquivo

Alguém tem que vetar os R$ 5,7 Bilhões propostos para ajustar o ‘Fundo Eleitoral-2022’, que é uma excrecência, uma crueldade, mais uma indecência do quadro político brasileiro.

O volume de recursos públicos para bancar as campanhas saltou de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O “golpe do fundão”, aprovado a toque de caixa, ocorreu na última sessão do Congresso antes do recesso parlamentar.

Essa soma astronômica, bem que poderia ser usada para aumentar o valor do Auxilio Emergencial e do Bolsa Família.

Alguém, há de me perguntar, o fundão deixa de existir? Não, continua existindo, mas com o valor que era repassado anteriormente aos partidos políticos e, já está bom demais.

A área econômica do governo tem uma saída para justificar a medida, ou seja, deve dizer que nesse momento de grave crise econômica no Brasil, de pandemia, do coronavírus e a trágica falta de vacinas para a população, o melhor, é usar esse recurso para acabar com a fome de milhares de famílias.

O governo, no caso, deve usar o recurso para pagar o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família, até porque, precisa aquecer a combalida economia brasileira.

E, duvido que os políticos vão gritar contra está medida. Será que os futuros candidatos à reeleição e de primeiro mandato em 2022 -, senadores e deputados -, vão contra uma medida que vai beneficiar milhares de famílias brasileiras, os seus eleitores?

Só assim, os R$ 5,7 Bilhões, o dinheiro que os deputados e senadores querem para o Fundo Eleitoral/2022 poderá ajudar quem realmente precisa.

Paulo Onofre

Paulo Onofre é assessor parlamentar e programador Cultural

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