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Fantasia de Juliana Paes teria partes de ave rara, diz ONG

Juliana Paes na Grande Rio (Foto: AgNews)
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Escrito por Redação II

O Carnaval sem polêmica não é Carnaval. Depois do imbróglio entre Anitta, Bruna Marquezine e Neymar, agora é a vez de Juliana Paes. A atriz entrou esplendorosa à frente da bateria da Grande Rio com uma fantasia inspirada no pássaro raro Ave do Paraíso, com styling de Yan Acioli e execução de Henrique Filho.

O problema é que a ONG Ampara Animal fez uma publicação em seu Instagram acusando a atriz de usar partes do corpo da ave raríssima no adorno da cabeça. “Na escola de samba Grande Rio tivemos a Juliana Paes, com uma fantasia que deveria homenagear a quase extinta Ave do Paraíso e tinha partes do corpo da ave raríssima importadas da Indonésia em seu adorno de cabeça”. A entidade citou também Magda Moraes, que teria usado 4 mil penas de faisão para a fantasia de Malévola, no desfile da Império da Casa Verde, e Renatta Terual, que teria colocado crina de cavalo, na Unidos de Padre Miguel.

Em entrevista dada ao site GShow, Henrique Filho deu alguns detalhes da fantasia. “Ela vai usar um body ultracavado. A parte de baixo é mínima, bem ousada. Tem cerca de 30 mil cristais, nas cores de um flamingo, salmão meio avermelhado. O esplendor é feito de penas fake de seda. E só. Não posso contar mais nada. É surpresa”, disse na ocasião, sem mencionar o enfeite de cabeça.

O stylist Yan Acioli, também responsável pelos looks de Claudia Leitte no Carnaval de Salvador, publicou em seu Instagram, antes do desfile na Grande Rio, foto de Juliana Paes, fazendo referência à ave citada pela Ampara Animal: “Ave rara do Paraíso”. Procurado, o stylist não respondeu as ligações nem mensagens enviadas pelo Elas no Tapete Vermelho.

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Mais um carnaval se foi e com ele a Crueldade em forma de Fantasia. O que era para ser um momento de alegria, diversão e muitas cores, para aqueles que não tem voz, é exploração e dor. Milhares de aves (pavão, faisão, avestruz e outras aves) tem as penas arrancadas com requintes de crueldade, a sangue frio. Já existem alternativas de origem mineral, vegetal ou sintéticas que substituem todos os itens de origem animal. Ninguém mais precisa sofrer para que a beleza apareça nos desfiles e fantasias. Na escola de samba Grande Rio tivemos a Juliana Paes, com uma fantasia que deveria homenagear a quase extinta Ave do Paraíso e tinha partes do corpo da ave raríssima importadas da Indonésia em seu adorno de cabeça. A Império da Casa Verde, no destaque, exibiu Magda Moraes na fantasia de Malévola, feita com quatro mil penas de faisão, o que custou o preço de um carro popular. E a nova moda do carnaval, Renatta Teruel, musa da Unidos de Padre Miguel, desfila com look crina de cavalo na Sapucaí. Não bastava explorar as aves, agora estenderam para os cavalos. Falta de empatia, ignorância, uma errada noção de luxo e compaixão com os nossos queridos animais. O Brasil é um dos maiores importadores de penas e plumas por causa do Carnaval. As escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro utilizam em torno de três toneladas de penas. E para cada quilo de penas, é necessário o sofrimento de pelo menos duas aves. Já pararam para pensar nesses números? Fica aqui o pedido da AMPARA Animal, para que a verdadeira alegria e a compaixão toque os corações das escolas de samba, e elas parem de manter essa tradição cruel que impacta milhões de animais indefesos. Somente assim, o Carnaval será realmente uma festa de verdade, consciente, com respeito e amor aos animais. #amparanimal #amparasilvestre #carnavalsemcrueldade #sintanapele #depenados

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