Folha chama Bolsonaro de chefe de bando, pistoleiros digitais, milicianos

Bolsonaro é a cara do deboche, da falta de ética, da ofensa às pessoas e instituições. Esse é o atual presidente do Brasil – foto: arquivo/Fórum

Em mais um duro editorial, a Folha de S.Paulo – que já classificou a ditadura como “ditabranda” – subiu ainda mais o tom contra Jair Bolsonaro após os ataques à jornalista Patrícia Campos Mello, dizendo que o presidente se comporta como “chefe de bando”, com “jagunços” avançando contra a de quem se anteponha à “aventura autoritária”.

“Pistoleiros digitais, milicianos e uma parte dos militares compõem o contingente dos sonhos do presidente para compensar a sua pequenez, satisfazer a sua índole cesarista e desafiar o rochedo do Estado democrático de Direito”, diz o texto.

No texto, a Folha diz, em tom de descoberta, que “há método na ofensiva” e lista como “vítimas” os presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores de estado, repórteres e organizações da mídia.

“Bolsonaro não tem força no Congresso nem sequer dispõe de um partido. Testemunha a redução de prerrogativas da Presidência, arriscada agora até de perder o pouco que lhe resta de comando orçamentário.

Escolhe a tática de tentar minar o sistema de freios e contrapesos. Privilegia militares com verbas, regras e cargos, e o exemplo federal estimula o apetite de policiais nos estados”, diz o texto, sinalizando a estruturação de uma ditadura apoiada por forças armadas.

A Folha diz ainda Bolsonaro “comete crime de responsabilidade”, que pode ser pretexto para o início de um processo de impeachment, tema que entrou na pauta de parlamentares nos corredores do Congresso nesta quarta-feira (19).

“As imunidades para o exercício da política não foram pensadas para que mandatários possam difamar, injuriar e caluniar cidadãos desprovidos de poder, como está ocorrendo. Dignidade, honra e decoro são requisitos legais para a função pública.

O presidente que os desrespeita comete crime de responsabilidade”, diz o texto, ressaltando que a Folha “está convicta de que o jogo sujo encontrará a resposta das instituições democráticas. Elas, como o jornalismo, têm vocação de longo prazo. Jair Bolsonaro, não”.

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