Geada negra de 1975 é tema de live promovida por professores

Jornais da época destacam os prejuízos provocados pela geada histórica - foto: recorte/arquivo

Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina, transmite evento ao vivo e on-line na sexta (16), via YouTube

Já se passaram 46 anos do fenômeno climático que causou uma das maiores perdas de safra da história do Brasil. Em julho de 1975, a geada negra devastou as plantações de café do norte e noroeste do Paraná.

Como resultado, nenhuma saca do grão pôde ser produzida e as pessoas, que viviam majoritariamente no campo, foram empurradas em direção às cidades. A importância histórica do episódio será relembrada em uma live promovida pelo Colégio Positivo – Santa Maria, de Londrina, nesta sexta-feira (16), às 18h, no canal do YouTube do Colégio Positivo.

Pessoas que presenciaram a tragédia de 1975 contam o que viram e o que pensam hoje do episódio que marcou o Paraná – foto: recorte/arquivo

O historiador e gestor dos Anos Finais e Ensino Médio do Colégio Positivo – Santa Maria, Sergio Luiz de Souza, foi o idealizador da live. “A geada negra mudou a paisagem do estado e afetou muito além do café. Aquele fenômeno mudou as vidas de um grande número de pessoas.

Hoje, podemos tirar dessa história muitos bons exemplos de resiliência”, pontua. Além dele, também participam as professoras Cecília Araújo Mercy, que leciona Geografia, e Danielle Estevão, da disciplina de História, ambas da equipe do colégio.

Jornal da época

Histórico

Na manhã daquele 18 de julho de 1975, os campos amanheceram cobertos de uma camada de gelo que rapidamente queimou não apenas as folhas, mas também os caules e as raízes das plantas. O café ainda era a cultura mais importante do Paraná e dominava as extensões rurais de várias regiões, principalmente no norte e noroeste do território. Depois da geada negra, os pés ficaram inviáveis, e não puderam ser recuperados.

Essa destruição fez com que o trabalho tivesse que começar do zero, o que, em muitos casos, significou uma substituição do grão por outras culturas, como a soja e o milho, hoje predominantes no estado. “As pessoas simplesmente não tinham mais como trabalhar. Não temos o número exato de pessoas que foram impactadas pela geada negra, mas muitos produtores perderam tudo o que tinham e acabaram endividados”, conta Souza.

Cidades como Londrina e Maringá viram suas populações crescerem de uma hora para outra, e também precisaram se adaptar. Começava ali o processo de aceleração da industrialização paranaense. “Na live, vamos falar também sobre as consequências geográficas, econômicas e sociais desse triste acontecimento.

A migração forçada do campo para as cidades maiores trouxe uma série de mudanças no desenho do nosso estado”, explica o historiador. Ele aposta que as lições de perseverança deixadas pela geada negra podem ser valiosas para que o Paraná saiba lidar com as consequências da pandemia.

Serviço

Live: Como a geada de 1975 mudou a geografia e a história do Paraná?

Quando: sexta-feira, 16 de julho, às 18h

Como assistir: gratuita, pelo YouTube do Colégio Positivo

 www.youtube.com/user/colegiopositivo

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