Guedes acusa Bolsonaro de alimentar a crise que prejudica a economia

Guedes diz não ter como pagar R$90 bi de precatórios sem cometer crime de responsabilidade fiscal - foto: recorte/Reuters

“Isso pode produzir muito barulho, desacelerar o crescimento”, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, em conversa com o banco Credit Suisse.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou para investidores estrangeiros nesta sexta-feira (10), que a crise institucional causada por Jair Bolsonaro pode prejudicar a economia brasileira, conforme mostravam os movimentos da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) antes do acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todo esse barulho sobre instituições e democracia pode afetar nossa bem posicionada economia, no sentido de que estamos prontos para avançar novamente? Minha resposta é que isso pode produzir muito barulho, desacelerar o crescimento. Mas não mudar a direção [da política econômica], estamos na direção correta”, disse o ministro em conversa com o banco Credit Suisse transmitida pela internet, informa a Folha de S.Paulo.

Mais cedo, Guedes disse que Bolsonaro durante as manifestações do 7 de Setembro transpassou seu território com palavras, mas nunca com ações. “Somos humanos, cometemos erros, em algumas vezes transpassamos território”, afirmou ele, em inglês. Segundo ele, a nota do governo, escrita e articulada por Michel Temer, colocou “tudo de volta aos trilhos”.

Segundo a Folha, “o efeito mais imediato das declarações de Bolsonaro para a agenda econômica foi o bloqueio da negociação com o STF para flexibilizar o pagamento de R$ 89,1 bilhões em precatórios previstos para 2022”. A questão dos precatórios é a principal prioridade de Guedes no momento.

“Quando o meteoro veio, nós precisávamos de um tratamento especial. Eu pedi imediatamente ajuda ao STF”, disse Guedes nesta sexta. “Eles estavam nos ajudando, quando esse barulho veio e agora estamos de volta ao mesmo lugar de antes”, afirmou o ministro.

“Nós vamos falar com o STF e o Congresso na segunda-feira e imediatamente depois disso está [como prioridade a ser negociada] a reforma tributária”, afirmou Guedes, segundo a Folha. A reforma do Imposto de Rendas foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada, e depende do Senado.

Brasil 247

 

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