Igual a Itália, Brasil poderia reduzir o número de deputados e senadores

Plenário lotado para a posse e o juramento dos deputados eleitos/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados da Itália aprovou na terça-feira (8) um projeto de lei para reduzir em um terço o tamanho do parlamento italiano. A estimativa é de que, com menos deputados e senadores, sejam economizados 500 milhões de euros (R$ 2 bilhões) a cada cinco anos, a duração de uma legislatura no país.

No Brasil, projetos para enxugar o Congresso vêm sendo propostos faz tempo. Mas não avançam porque esbarram no interesse pessoal dos parlamentares brasileiros, que não querem reduzir suas chances de reeleição. Apesar disso, o presidente Jair Bolsonaro, pouco antes de assumir o comando do país, apoiou a ideia de redução do número de parlamentares. Como a atual gestão busca cortar gastos públicos, abre-se a possibilidade de que o tema possa vir a ser discutido e que venha a ter apoio do Executivo.

Plenário lotado para a posse e o juramento dos deputados eleitos/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redução do tamanho do Congresso: as dificuldades e a posição de Bolsonaro
O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) afirma que desde 1999 apresenta projetos para reduzir o número de parlamentares no Brasil. “Infelizmente o corporativismo impede a aprovação”, diz o senador. Segundo ele, quando um parlamentar apresenta projetos dessa natureza, acaba isolado pela maioria dos colegas de Legislativo. “Eu acabo sempre tendo menos apoio político. Obviamente [apresentar esse tipo de proposta] ajuda a melhorar o conceito na opinião pública. Mas no parlamento é desgastante.”

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), ao comentar nas redes sociais a decisão da Itália, também externou a dificuldade em aprovar algo semelhante no Brasil. Em sua conta no Facebook, ele disse que propôs a redução pela metade de parlamentares brasileiros – de vereadores a deputados –, além da diminuição de três para dois senadores por estado. Kajuru afirmou que praticamente não teve apoio: “Quase levei porrada e apenas 6 dos 81 senadores assinaram minha ideia”.

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