Invasão de terras tem relação direta com desmatamento na Amazônia

Foto: Divulgação

Conforme análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a invasão de terras públicas foi a principal causa de desmatamento na Amazônia no último ano. Estudos do instituto indicam que 28% dos 13,2 mil quilômetros quadrados derrubados entre agosto de 2020 e julho deste ano aconteceram em florestas públicas não destinadas.

Essa foi a categoria fundiária que mais concentrou desmatamento na região, acima de imóveis rurais (26%) e assentamentos (23%). As florestas públicas não destinadas são áreas na Amazônia que, por lei, deveriam ser dedicadas à proteção ou ao uso sustentável, mas que até hoje não tiveram destinação específica – por isso, são alvo constante de grilagem.

A Amazônia está no centro do debate global sobre mudanças climáticas e sobre o desenvolvimento do Brasil para as próximas décadas. Estoca carbono equivalente a dez anos de emissões globais, é fonte de água para o agronegócio e para a geração de energia hidrelétrica; preservada, ajuda a controlar o efeito estufa. Nada disso parece ecoar atualmente em Brasília, que tem escolhido caminhos equivocados, caros e ineficientes para lidar com o desmatamento.

Desde o início do governo Bolsonaro, a taxa de desmatamento anual da Amazônia só cresceu: 10,1 mil km2 em 2019 e 10,8 mil km2 em 2020. A taxa agora anunciada é a maior dos últimos 15 anos.

“O país sabe como reduzir o desmatamento; já fez isso antes e pode fazer de novo. É necessário planejamento e ações estruturantes. A partir do momento que o atual governo escolhe ignorar consistentemente as lições do passado e insistir em caminhos que têm efeito contrário, trata-se de irresponsabilidade”, concluiu o diretor-executivo do Ipam, André Guimarães.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui