Joe Biden mudará política de ‘camaradagem’ com o Brasil

Possível vitória de Joe Biden projeta mudança nas relações internacionais, com impacto para o Brasil - foto: GZH Mundo

Caso o candidato democrata Joe Biden vença as eleições nos Estados Unidos, especialistas esperam algum grau de isolamento brasileiro em questões ideológicas, com a perda da política de ‘camaradagem entre Trump e Bolsonaro’. Mas, do ponto de vista econômico, há poucas mudanças à vista.

Mesmo com as discordâncias, Joe Biden não deve assumir um papel de antagonista do governo brasileiro ou impedir qualquer avanço na agenda bilateral, se for eleito, como apontam as pesquisas. “A relação é mais profunda do que isso”, avalia o especialista da Eurasia.

Se Biden ganhar, relação diplomática com Brasil deve esfriar – foto: divulgação/rede

Afinal, hoje, os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. De janeiro a setembro deste ano, as exportações e importações com o país norte-americano somaram 33,4 bilhões de dólares, de acordo com o Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Câmara de Comércio Americana (Amcham).

É certo que existe uma ‘admiração incontestável’ por parte de Jair Bolsonaro em relação ao presidente Trump. No entanto, ao verificar a possível vitória de Joe Biden (não confirmada oficialmente até a publicação deste texto), a estratégia do governo brasileiro é tentar se aproximar do candidato, ainda que não tenha obtido sucesso.

Meio ambiente

O cenário com Biden no poder, apontado como mais provável, aumentará a pressão por políticas rigorosas ligadas ao meio ambiente — o que pode, inclusive, ser uma exigência para que o Brasil entre na OCDE, dizem especialistas.

A cobrança por foco em ações de combate ao desmatamento e às queimadas é a principal mudança esperada com uma eventual troca na Presidência dos Estados Unidos. Se o democrata assumir o posto, será grande o risco de sanções econômicas por descumprimento de metas de redução do desmatamento na Amazônia, por exemplo, como já antecipou o próprio candidato.

Sob novo comando, os EUA podem se unir à pressão já feita, atualmente, pela União Europeia, que ainda não ratificou o acordo de livre comércio com o Mercosul, realizado no ano passado, por discordar das políticas ambientais adotadas pelo Brasil.

“Algo parecido pode acontecer, agora, por parte dos Estados Unidos. Se eleito, Biden pode condicionar a ratificação de acordos firmados recentemente com o Brasil à efetivação de uma agenda ambiental mais séria”, acredita Parente.

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