Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Joe Biden durante seu juramento, ao lado da esposa Jill Biden - Foto: Reuters

O democrata Joe Biden, 78 anos, tomou posse como 46º presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira, durante uma cerimônia em um Capitólio fortemente protegido, encerrando o tumultuado mandato de quatro anos de seu predecessor republicano Donald Trump na Presidência.

Kamala Harris também fez história nesta quarta e se tornou a primeira mulher a tomar posse como vice-presidente.

Como anunciado, Trump quebrou uma longa tradição e optou por não participar da cerimônia de posse do seu sucessor. Mike Pence, vice-presidente, foi quem recebeu os novos governantes dos Estados Unidos.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o público foi encorajado a não ir acompanhar a posse presencialmente. Apenas familiares, políticos e autoridades estiveram entre os convidados. Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton estavam presente.

“Eu juro solenemente que vou executar fielmente as funções de presidente dos Estados Unidos e farei meu melhor para preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos. Que Deus me ajude”, disse o novo presidente.

Após seu juramento de posse nesta quarta-feira, Biden celebrou seu novo governo não como uma conquista de um candidato, mas como uma vitória da democracia dos Estados Unidos, dizendo que mais trabalho deve ser feito para curar a nação.

“A esta hora, meus amigos, a democracia prevaleceu”, disse Biden em seu discurso de posse. “Hoje celebramos o triunfo, não de um candidato, mas de uma causa. A causa da democracia. Esse é o dia da América, da democracia, da história, da esperança. A democracia é frágil, mas prevaleceu”.

Durante seu discurso, o novo presidente falou sobre as questões ligadas ao racismo no país e sobre as divisões políticas vistas nos últimos anos, mas pediu que o país se una para vencer os desafios. “É um ano de crise, mas precisamos nos unir. Precisamos nos encontrar como os Estados Unidos da América e nós nunca falhamos quando nos unimos”, declarou.

“A política não precisa ser fogo que destrói tudo. Vamos começar do zero, vamos nos ouvir. Para quem não me apoiou, ouçam-me: se vocês ainda discordam, tudo bem, isso é a América. O direito de discordar em paz é garantia e a discordância não precisa levar à divisão. Eu serei o presidente de todos os americanos: tanto os que me apoiaram como os que não me apoiaram”, disse Biden.

“Superar esses desafios para restaurar a alma e garantir o futuro da América exige muito mais do que palavras. Requer a mais elusiva de todas as coisas em uma democracia: a união. Peço que todos os americanos façam o mesmo comigo nesta causa: unidos para combater os inimigos que temos, a raiva, ressentimento, extremismo, ilegalidade, violência, doenças, desemprego. Juntos, podemos fazer coisas grandes e consertar erros. Devemos acabar com esta guerra incivil que opõe vermelho contra azul, rural contra urbano, conservador contra liberal. Podemos fazer isso – se abrirmos nossas almas ao invés de endurecer nossos corações”, completou o novo presidente.

“Tanta discórdia não precisa levar a guerras. Precisamos rejeitar a cultura onde fatos são manipulados e inventados. Caros americanos, temos de ser diferentes. Os EUA têm de ser melhor do que isso. E creio que EUA são muito melhor do que isso”, afirma.

Em parte do discurso que direcionou “aos que nos ouvem além de nossas fronteiras”, Biden afirmou que os Estados Unidos vão retomar o protagonismo no cenário internacional. “Vamos liderar não só pelo exemplo da nossa força, mas pela força do nosso exemplo”, disse o presidente.

Ao falar sobre a pandemia de covid-19, Joe Biden usou uma passagem bíblica e disse que os EUA vão derrotar o coronavírus. “Como diz a Bíblia, vocês podem chorar à noite, mas um novo dia com sol há de vir. Vamos passar por isso juntos, juntos, eu prometo”, disse ainda lamentando as mais de 400 mil vítimas da pandemia. Após a fala, Biden pediu um minuto de silêncio pelos mortos, e reforçou a importância da vacinação contra a doença.

Trump, de 74 anos, despediu-se horas antes da posse de Biden, tornando-se o primeiro presidente desde Andrew Johnson em 1869 a evitar a cerimônia do Dia da Posse que marca a transferência formal do poder, em uma demonstração final de ressentimento por não ter conseguido a reeleição em novembro.

Fonte: terra

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