Jornal e agência são acusados de desviar mais de R$ 15 milhões no Acre

Foto: Divulgação

As empresas de comunicação TV Rio Branco e jornal O Rio Branco, que atuam no estado do Acre, além da agência de publicidade “Companhia de Selva”, são acusadas por associação criminosa e fraude à execução. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF-AC), os valores fraudados com o uso de empresas laranjas de familiares do empresário Narciso Mendes chegam a mais de R$ 15 milhões.

A denúncia aponta que o jornal “O Rio Branco” e a “TV Rio Branco” veiculavam publicidades para o governo do Acre e prefeitura de Rio Branco, porém os pagamentos que eram administrados pela Companhia de Selva, eram repassados para empresas de familiares de Mendes. O esquema era usado para fugir das execuções fiscais da União em desfavor do jornal e da emissora de TV de propriedade de Mendes.

Um dos responsáveis pela agência Companhia de Selva, Gilberto Braga, disse que ainda não foi notificado da decisão e afirmou que todos os pagamentos feitos pela empresa aos veículos de comunicação do estado eram mediante a processo legal e sempre com as apresentações devidas das certidões.

O proprietários da TV Rio Branco e jornal O Rio Branco, Narciso Mendes, afirmou que vai se pronunciar sobre as acusações. A reportagem também entrou em contato com governo e prefeitura de Rio Branco, que faziam os pagamentos para a agência, mas foi informada que não iriam se pronunciar.

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“A Companhia de Selva é uma empresa idônea. Todos os processos de pagamento que a empresa fez a qualquer veículo de comunicação do estado do Acre responderam exatamente aos mesmos trâmites. Eventual questionamento que possa ser feito, vamos responder, esclarecer e colaborar com quem de direito”, disse Braga, da agência Companhia de Selva.

Entre os acusados que foram denunciados pelo MPF estão Narciso Mendes, Auricélia Freitas de Assis, mulher de Mendes, Maria da Liberdade Marques, Maria Elizabeth do Valle, Jorge Eduardo Bezerra, Ana Beatriz de Assis, José Ricardo Bezerra, Maria Neusa de Assis. Além dos representantes da agência Companhia de Selva David da Cruz Sento e Gilberto Braga.

Os valores pagos por meio da fraude, de acordo com o MPF-AC, chegam a mais de R$ 3 milhões em verbas recebidas da prefeitura de Rio Branco, além de mais de R$ 12 milhões recebidas do governo do estado para divulgação de propagandas institucionais. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a mais de 10 anos de prisão e pagamento de multa.

Fonte: ECOS DA NOTÍCIA

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