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Justiça proíbe professores de Itacoatiara de entrar em greve

Assembléia Geral dos professores em Itacoatiaram decidiram pela greve, depois proibida - foto: Wilis Costa
Redação
Escrito por Redação

Não é só a lama e os buracos que tomaram conta da cidade de Itacoatiara, que preocupa a população, mas os desmando e a falta de transparência na administração do prefeito Antônio Peixoto (PT).

Além das licitações e pregões para compra de eletrodomésticos, sem justificativa lógica, o prefeito deixou de repassar algo em torno de R$ 3 Milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), devido aos professores desde maio de 2018, além de não atender o pedido de 5% de reajuste data base, prometidos, nos salários da categoria. O prefeito disse que só poderia conceder 2.8%.

Assembléia Geral dos professores em Itacoatiaram decidiram pela greve, depois proibida – foto: Wilis Costa

O Sindicato dos Professores de Itacoatiara, disse em comunicado, que esgotaram todas as conversas com o executivo municipal, sem sucesso. “O prefeito não apresentou nenhuma contraproposta e nem respondeu as reivindicações protocoladas no dia 01/02/2019”.

Para a diretoria do Sindicato, o silêncio do prefeito Antônio Peixoto indica que ele não tem o menor interesse em resolver as questões dos repasses do Fundeb e nem os 5% prometidos à categoria desde maio de 2018.

Assembleia da categoria

A assembleia geral extraordinária realizada no dia 04/02, no Clube Recreativo dos Professores de Itacoatiara, eles decidiram que os professores dariam um prazo de 72 horas para o prefeito decidir se acataria as reivindicações dos professores ou não e, optaram pela greve geral caso ele não atendesse as exigências no prazo decidido pela categoria.

Documento mostra que prefeito dificultou as negociações – foto: reprodução

Liminar

Ao saber da decisão da categoria em Assembléia Geral, o prefeito Antônio Peixoto correu a Manaus em busca de uma liminar para emparedar os professores, que não estão dispostos a aceitar os 2,8% dados por ele, quando havia prometido o reajuste de 5%, no ano passado.

Peixoto usou como argumento, o Estatuto do Sindicato, que não prevê em seus artigos, a decisão de greve nas negociações salariais, em caso de recusa do executivo.

“Lamentavelmente, em vez de negociar, o prefeito recorreu à justiça do Trabalho, para impor uma proibição e punição aos grevistas, em caso de descumprimento da decisão do desembargador Mauro Bessa, do Tribunal Regional do Trabalho”, sinaliza o advogado do sindicato Jair Rodrigues.

O advogado Jair Rodrigues disse que os professores irão respeitar a decisão judicial, mas vão continuar as reivindicações e o movimento paredista. Eles também irão rever o Estatuto e definir o direito de greve da categoria nas negociações.

A categoria esteve em peso na Assembléia geral da categoria no dia 04/02 – foto: Wilis Costa

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