Manauenses são os brasileiros com diabetes que mais cuidam da saúde

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Na terça-feira, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes.

Hoje, o Brasil é o quarto país do mundo com número de pessoas com diabetes, atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia. São cerca de 14 milhões de pessoas com a doença e segundo o Ministério da Saúde, a cada dia, aparecem 500 novos casos.

O diabetes também vem crescendo entre as crianças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, já são mais de 30 mil brasileirinhos coma doença.

A população de Manaus e região metropolitana está dando um bom exemplo para o restante do país. Segundo a pesquisa “Empoderamento do Paciente – importância e desafios”, da Abbott, empresa global de cuidados para a saúde, as pessoas com diabetes da região são as que mais possuem hábitos saudáveis, quando comparadas a brasileiros de outras regiões do país. A pesquisa da Abbott ouviu 480 homens e mulheres com diabetes, de mais sete capitais brasileiras (Fortaleza, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), entre os dias 2 e 20 de junho. O objetivo da pesquisa foi convidar os brasileiros a refletirem sobre a importância da conquista e manutenção da saúde e seus principais desafios.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A maioria dos pacientes com diabetes de Manaus (52%) afirmou se movimentar bastante ao longo do dia, sendo que a média nacional registrada na pesquisa é só de 37%. Além disso, 94% dos entrevistados manauenses com diabetes realizam as principais refeições ao longo do dia e 90% dormem 6 a 8 horas por noite.

As principais motivações dos pacientes com diabetes para melhorar os hábitos alimentares é o aumento da qualidade de vida (56%), manter a condição de saúde sob controle (50%) e se sentir mais bem disposto (48%).

O estudo também mostrou que, após o diagnóstico, os entrevistados de Manaus são os que se sentem mais determinados a melhorar sua saúde (44%) e que mais aumentaram o tempo que dedicam para si (81%). Na visão de 27% dos entrevistados, a principal barreira para o tratamento ideal é não ter mais recursos financeiros.

Confira 5 dicas simples da nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, Patrícia Ruffo. Algumas delas já estão entre as metas dos manauaras:

· Não pule refeições e não fique em jejum durante longos intervalos
Ignorar uma refeição pode afetar negativamente o nível da glicemia, especialmente para quem administra insulina.

Ao fazer uma refeição, é bom ter como objetivo encher metade do prato com legumes e ou verduras (brócolis, cenouras, espinafre). A outra metade pode ser dividida em um quarto de grãos (arroz integral ou lentilha), ou até mesmo por opções como a batata-doce; e o quarto final com proteína magra (peixe, perú ou frango sem pele).

· Mantenha-se hidratado
Beber água é importante para a saúde geral e bem-estar, mas novas pesquisas1 mostram que a bebida também pode ajudar com as calorias que consumimos. Além disso, a escolha da água pode ser útil para limitar outras bebidas açucaradas que podem ser tentadoras.

· Seja esperto com os carboidratos
Os alimentos ricos em carboidratos podem fornecer muitos nutrientes bons. No entanto, em comparação com as gorduras e proteínas, os carboidratos têm o maior impacto sobre a glicemia. É por isso que é importante escolher os carboidratos sabiamente e optar por alimentos com baixo índice glicêmico – carboidratos que são lentamente digeridos e não afetam os níveis de glicemia.

· Preste atenção ás porções
No controle da glicemia é importante verificar não apenas o que, mas também o quanto se come. Algumas orientações simples para estimativa de porções podem ajudar bastante:

Uma xícara = uma mão fechada
1 colher de sopa = o dedo polegar

· Diminua a velocidade
O cérebro demora cerca de 20 minutos para avisar o estômago da sensação de saciedade. Quando as refeições são consumidas lentamente, as pessoas comem significativamente menos calorias do que aquelas que comem rápido. Para ajudar a diminuir a velocidade ao comer, a dica é mastigar lentamente.

Referência:

1.Plain water consumption in relation to energy intake and diet quality among US adults, 2005–2012. Site. [Acessado em novembro. 2016]. Disponível em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jhn.12368/abstract

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