‘Manaus ficará sem alimento até a próxima semana’, diz presidente dos feirantes

Galpões do Ceasa com seus estoques chegando ao fim - foto: divulgação

“Grande parte de hortifrutigranjeiros já está em falta nos estoques dos atacadistas no Porto do Ceasa e nas feiras da Manaus Moderna. As câmaras frigoríficas já estão praticamente vazias”, disse o presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus, Davi Lima.

Sabendo da greve e da possível faltas de produtos de reposição, os feirantes e donos de mercadinhos correram aos fornecedores para tentar fazer um estoque mínimo de alimentos para poder atender suas clientelas, mas estão encontrando dificuldade para repor estoque.

Galpões do Ceasa com seus estoques chegando ao fim – foto: divulgação

Davi acredita que as feiras e mercados terão produtos até no máximo esse fim de semana. De acordo com ele, a partir de segunda feira (28), Manaus estará desabastecida. Principalmente cebola, batata e tomate, que são produtos mais vendidos e são os carros chefes dos fornecedores. Esses produtos já triplicaram de preço.

Batata era 100 reais/ hoje já se fala em 180 a 200 sacas;
Cebola que era 90 a 100 hoje já subiu para 150 reais;
Tomate que era 70 reais ja está a 100 reais podendo chegar a 150 reais início de semana;
E vários outros produtos como abacate, cenoura, beterraba, repolho também já apresenta uma alta significativa.

“Lembrando que, além de não ter como carregar na origem (nas roças), as carretas que estavam carregadas estão paradas pelas rodovias do Brasil afora. E as carretas que já estavam em cima da balsa viajando pelo rio, ainda não chegaram a Manaus pois os rebocadores das balsas, em grande maioria, estão parados no meio do Rio sem combustível.

Presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus Davi Lima – foto: divulgação

Também faltará peixes, carnes, frangos, farinhas. Quem abastece a cidade de Manaus e os demais municípios do Amazonas, são os feirantes, mas mesmo assim não tem nenhuma ajuda dos governos Federal, Estadual e Municipal.

Se os feirantes pararem por 10 dias a população não terá alimentos nas suas mesas e isso está preste acontecer, pois se o município não começar a tratar com seriedade o descaso que estão as feiras e mercados de Manaus hoje, eu na qualidade de presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus, convocarei uma paralisação geral do abastecimento de alimentos e Manaus e vários outros municípios do Amazonas ficaram desabastecidos”, concluiu Davi.

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