Mercado para pimentão colorido se mostra promissor em Manaus

Fotos: Leonardo Dias (Gecom/Idam)

O município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) lidera o ranking na produção de pimentão no Amazonas. Atualmente, o município produz, sozinho, mais de 8,9 mil toneladas da hortaliça em sistemas protegido (casa de vegetação) e a céu aberto, conforme dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). A nova aposta da região é um mercado diferenciado com a produção do pimentão colorido.
O produtor rural Edson da Silveira de Souza, 47 anos, do Ramal Tapiré, km 14, é pioneiro no cultivo do pimentão colorido das variedades Hebron e Pampa (pimentões vermelhos), Prador e Fulgor (pimentões amarelos). “Trabalho com o cultivo do pimentão colorido há cinco anos e tive algumas dificuldades para adequar a hortaliça ao clima da região amazônica. Hoje estou com 10 estufas produzindo e mais 11 em fase de preparação para o plantio”, disse Edson, ao destacar que o mercado para o produto é animador.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do Idam, Luiz Carlos do Herval Filho, o Estado possui diversas oportunidades de negócios ligados à produção agropecuária e o plantio de pimentão colorido é viável quando aliado as tecnologias e testado conforme as condições climáticas regionais. “O produtor deve ficar atento ao mercado, buscar informações técnicas junto aos órgãos de pesquisa e assistência técnica para produzir hortaliças com bons preços, como é o caso do pimentão colorido, brócolis, espinafre e salsa, que já são produzidos no Amazonas em pequena escala”, destacou Luiz.

Fotos: Leonardo Dias (Gecom/Idam)

O Governo do Amazonas, por meio do Sistema Sepror – que envolve órgãos como o Idam, a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) e a própria Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror) – oferece assistência técnica e apoio na comercialização dos produtos.

Com uma produtividade de 40 toneladas por hectare, seu Edson abastece supermercados de Manaus. No entanto, a demanda é grande e a oferta limitada, o que abre espaço para a importação do produto de outros estados como São Paulo e Fortaleza. O diferencial do produtor está exatamente na qualidade do produto que é colhido no dia e chega à mesa do consumidor ainda fresquinho. O preço do pimentão comercializado pelo produtor no mercado varia de R$10,00 a R$ 12,00 o quilo.

Segundo o gerente do Idam em Iranduba, José Maria Ferreira, outro diferencial do produtor é saber trabalhar com as tecnologias disponíveis para a atividade. “As estufas onde são cultivados os pimentões são equipadas com uma estrutura de qualidade. Os plásticos utilizados na cobertura são redutores de temperatura e as telas laterais são anti-insetos, diminuindo a incidência de pragas e doenças. Além disso, o produtor apostou no cultivo em vaso e sistema de fertirrigação”, destacou.

Assistência ao produtor/Fotos: Leonardo Dias (Gecom/Idam)

O uso de tecnologias facilitou o manejo da cultura e diminuiu em 70% a utilização de agrotóxicos. “Eu vendo o que como, por isso tenho todo cuidado com a utilização de agrotóxicos nos alimentos. Trabalhamos com vidas e nossos produtos precisam chegar à mesa do consumidor com qualidade e de forma segura”, disse o produtor.

Produção- Na propriedade de 9 hectares, o produtor ainda trabalha com o cultivo do mamão, banana pacovã, pimenta murupi, pepino e melancia. Mas o carro-chefe da produção é o pimentão colorido e a abobrinha italiana.

Em fase de colheita, o produtor chega a colher de 80 a 100 caixas de pimentão e cerca de 300 a 1.000 quilos de abobrinha por semana. A previsão é que até dezembro sejam instaladas mais 10 estufas para o cultivo de pimentão e futuramente a meta é alcançar 50 estufas.

A atividade para o produtor deu tão certo, que hoje além da mão de obra familiar, ele gera emprego para mais seis famílias.

 

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