Mesmo “faturando alto” o Sindicargas não consegue comprar sua Sede

Carlos Gonzaga na frente da sede antiga, que a Justiça mandou devolver para o dono.

Carlos Gonzaga na frente da sede antiga, que a Justiça mandou devolver para o dono.
Carlos Gonzaga na frente da sede antiga, que a Justiça mandou devolver para o dono.

Representando mais de 35 mil trabalhadores e com faturamento na ordem de R$ 400 Mil por mês, o Sindicado dos Trabalhadores em Transportes de Cargas do Amazonas (Sindicargas) não tem, sequer, uma sede própria. A informação é de um dos diretores, que não quis se identificar, por temer represálias do presidente do sindicato, Carlos Gonzaga Nunes Ribeiro e de outros membros da direção.
O Sindicato abriga carreteiros, caminhoneiros, ajudantes de motoristas, pessoal de manutenção nas oficinas e da administração das empresas de transportes e os motoboys das farmácias de Manaus. Só a transportadora Bertoline, que opera na Zona Oeste de Manaus, tem próximo de três mil trabalhadores. No porto Chibatão, na Zona Sul, tem outros quatro mil.
De acordo com o diretor, cada trabalhador paga em média entre R$ 30,00 a R$ 80,00 por sócio e de acordo com a função desempenhada dentro da empresa. Mas o “bolo grande” vem com o imposto sindical. Todo ano é depositado na conta do Sindicargas, algo em torno de R$ 800 MIL limpo, sem desconto de INSS, FGTS, IR e outras contribuições.
Com todo esse dinheiro na conta, a única referência de endereço que o Sindicargas tem, é um prédio alugado na rua Libertador, 645, bairro Nossa Senhora Graças. O sindicato não tem patrimônio, imóveis e nem móveis. “As únicas coisas que estão no nome do Sindicargas, são cinco computadores, que ainda usam o Windows 9”, disse o diretor.
Enquanto isso, o presidente vem acumulando bens. O sítio que ele tem na Estrada Manoel Urbano, AM-070, é maior que o bairro da União, além de cinco carros e motos (uma Chevrolet Captiva, um Volkswagen Fox, uma Chevrolet S-10, um importado da marca Land Rover entre outros) e isso sem contar o patrimônio dos diretores. Um deles até instalou uma empreiteira de grande porte depois que se tornou diretor.

Mapa da Sede alugada.
Mapa da Sede alugada.

O que causa estranheza, é que não se presta conta dessa montanha dinheiro “despejado” na conta do Sindicargas, anualmente. Em uma visita ao Cartório de Registro de Títulos e Documentos (RTD), na Rua Lobo D´Almada, 413, Centro de Manaus, não foi encontrado nenhum registro de prestação de contas aprovado em Assembléia da Categoria, nos últimos cinco anos. Daí fica fácil entender o porque da “briga ferrenha”, que é travada constantemente pela posse da presidência da instituição sindical trabalhista.

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