Mesmo lucrativos, governo federal vai privatizar mais aeroportos

Foto: Camille Panzera

Diante do programa de privatização dos aeroportos no Brasil, no qual inclui o aeroporto internacional Eduardo Gomes, em Manaus, bem como da precária situação das rodovias do Norte do país, como a BR-319, 163, 230 e 317, foi realizada Audiência Pública na tarde desta terça-feira (24) na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia da Câmara Federal (Cindra), da Câmara dos Deputados.

Nesse processo de privatização dos aeroportos, o presidente Jair Bolsonaro divulgou nas redes sociais o leilão que privatizou 12 aeroportos das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, realizado no mês de abril, e que teria arrecadado um valor acima do esperado. E que o leilão de três blocos de aeroportos feitos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terá investimento de R$ 4,2 bilhões para o país, ao longo de 30 anos, prazo de concessão estabelecido. Ao todo, os 12 aeroportos leiloados em um Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) representam quase 10% do mercado doméstico e têm movimentação de 20 milhões de passageiros por ano.

Para José Ricardo, essa justificativa é equivocada, pois para um investimento de 30 anos, os valores arrecadados estão muito aquém do que se poderia considerar lucrativo para o setor aeroportuário. “Segundo o Tribunal de Contas da União, o Brasil investiu R$ 6,2 bilhões em aeroportos para a realização da Copa do Mundo de 2014. Portanto, deveria ser recuperado, no mínimo, o valor dos investimentos”, afirmou. “Além disso, em Manaus, o Terminal de Cargas, é altamente lucrativo, com lucro de quase R$ 50 milhões em 2017 e esses investimentos ocorreram pensando na ampliação das atividades do norte do País e também nos lucros. Não faz sentido a entrega de um patrimônio público lucrativo, com instalações que servem à população”, completou.

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