México tenta conter grupo de migrantes que avança rumo aos EUA

Foto: Marco Ugarte/AP Photo

Mais de duas mil pessoas de países da América Central tentaram cruzar a fronteira da Guatemala com o México rumo aos Estados Unidos ontem sábado (18). As autoridades mexicanas, porém, fecharam o posto fronteiriço por onde a caravana de migrantes tentava passar.

Grande parte dos migrantes deixou Honduras nesta semana. Eles seguem por vias terrestres aos Estados Unidos, onde tentarão ficar com pedidos de asilo — instrumento que, nos EUA, é semelhante ao refúgio.

Conforme o governo norte-americano determinou recentemente, os migrantes têm de esperar o resultado do lado mexicano da fronteira. Por isso, o México tenta evitar que as caravanas entrem em território mexicano.

Foto: Marco Ugarte/AP Photo

Tumulto na fronteira

De acordo com a agência Associated Press, militares mexicanos fizeram uma barreira humana para conter o fluxo de migrantes na ponte que atravessa o rio Suchiate — marco da fronteira entre México e Guatemala.

Com o grande volume de pessoas que tentavam cruzar a fronteira, houve tumulto. Segundo a agência France Presse, um agente de imigração do México tentava alertar o grupo de migrantes para o fato de que dificilmente eles conseguiriam entrar nos EUA.

“Vocês estão entrando de maneira irregular no México. Devem portar um visto mexicano, ou documento migratório. Não se exponha aos traficantes de pessoas, sua vida corre perigo”, explicou o agente, segundo a AFP.

“Não se deixem enganar. Não é um fato que os Estados Unidos vão lhes conceder refúgio”, completou.

Em junho do ano passado, o México enviou milhares de militares da Guarda Nacional para a fronteira com a Guatemala — medida em resposta à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas aos produtos mexicanos caso o país vizinho não controlasse o fluxo migratório.

Foto: Marco Ugarte/AP

Por que os migrantes seguem aos EUA?

Caravanas de migrantes de países da América Central têm saído de países como Honduras, El Salvador e Guatemala desde 2018 rumo aos Estados Unidos — mesmo diante das políticas de Donald Trump para evitar o fluxo migratório pela fronteira sul.

Na maioria das vezes, os migrantes mencionam a violência como o principal fator que os leva a deixar suas casas — os países da América Central estão entre os mais violentos do continente, com problemas relacionados a gangues e tráfico. Há, ainda, aqueles que querem fugir da pobreza.

A hondurenha Lourdes Geraldina Jiménez contou que teme que uma gangue mate seu filho de 14 anos. Os dois conseguiram entrar no México.

Fonte: O Sul

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