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Mídia e STF não entenderam BULHUFAS – por Luis Nassif

"ignorância rotunda, uma incapacidade ciclópica de prever consequências óbvias de seus atos e de suas omissões", diz jornalista - foto: coluna
Redação
Escrito por Redação

Em xadrez publicado nesta quinta-feira (16) o jornalista Luis Nassif aborda a omissão da mídia e do Supremo Tribunal Federal (STF) com a ascensão do fascismo no Brasil. Para ele “ambos os poderes – mídia e Supremo – só se realizam plenamente em ambiente de perfeita democracia.

Fala-se de uma ignorância rotunda, uma incapacidade ciclópica de prever consequências óbvias de seus atos e de suas omissões. Ambos serão personagens principais de um futuro Manual do Perfeito Idiota Constitucionalista Latino-Americano, as instituições que levaram Bolsonaro ao poder, que agora as ameaça”

O jornalista ressalta que “a Folha e a Globo, que ajudaram no desmonte da política, hoje são peças importantes para a resistência democrática”. Gilmar Mendes, que se valeu politicamente do STF por anos, hoje em dia é uma referência na defesa da democracia.

“ignorância rotunda, uma incapacidade ciclópica de prever consequências óbvias de seus atos e de suas omissões”, diz jornalista – foto: coluna

A parcela alckmista do PSDB, um sopro, ainda que tênue, de democracia, em relação à ultradireita de ocasião que ambiciona tomar o controle do partido. O PT, que se enrolou com o modelo político que não quis corrigir, e que permitiu o golpe mais fácil da história, ainda é o maior partido da oposição”.

Ele questiona: “Quando os órgãos de controle – CGU, TCU, MPF, PF – passaram a ampliar cada vez mais as intervenções políticas sobre as instituições, inclusive programando shows midiáticos em invasões de universidades, qual a posição da mídia e do STF?”

“Do lado da mídia, subordinação total às operações, tornando-se meros publicadores de releases divulgados pelas forças tarefas. Da parte do STF, o Ministro Barroso afirmando que para momentos de exceção se justificavam medidas de exceção. Quando a operação na UFSC levou ao suicídio do reitor, houve cobertura burocrática da média e silêncio constrangedor de Barroso”.

Nassif conclui dizendo que “uma ameaça maior se apresenta. Tem que haver objetividade para buscar as mesmas metas, a defesa intransigente da democracia”.

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