Mulher-Símbolo do Brasil – por Garcia Neto

Banho de Sol na lage, o simbolo dos bailes funk no Rio - foto: divulgação

A letra da música “Vai Malandra” (sem a exigida vírgula), que leva a assinatura de Anitta (Larissa de Macedo Machado), foi considerada verdadeiro “poema” do funk brasileiro, sendo que, os dois juntos, representam a escória da cultura nacional.

Esse lixo musical e “poético” é um nojo e confirma a decadência da cultura brasileira, que sempre teve o controle da mídia, um poderoso instrumento de manipulação capaz de persuadir rápida e transitoriamente o grande público.

Banho de Sol na lage, o simbolo dos bailes funk no Rio – foto: divulgação

Se as estrofes, versos e rima da “Vai Malandra”, como afirmam, são esteticamente metrificadas há quem afirme que elas revelam a forma que os letristas tentam repassar o que pretendem através de uma intenção voltada para a multiplicidade de interpretações acerca daquilo que ficou escrito.

É chato demais, entediante, se não, vejamos: “Ê, tá louca/tu brincando com o bumbum/ An an, tutudum, an na/ Tá pedindo, an, na …/. Como se não bastasse, Anitta foi considerada “a mulher-símbolo do Brasil 2017” e das mulheres brasileiras.

Até parece que estamos vivendo os estertores de tudo o que ainda nos resta de bom, para dar vez a tudo o que não presta, agora com a exploração do corpo da mulher. Como diria o historiador Marco Antônio Villa, “A música “Vai Malandra” é reacionária, {…} idealiza a favela que é uma vergonha nacional com terríveis condições de vida para muitos brasileiros que ali vivem”.

Cada um de nós com sua bolha ideológica, na construção de representações sobre nossa realidade nos mais variados âmbitos sociais.

Portanto, é preciso retomar nossas tradições na música, nas artes plásticas e na literatura. Quanto a Anitta, ela não representa o Brasil, muito menos as mulheres brasileiras.

*Garcia Neto é jornalista e professor

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