Negócio milionário das liminares trabalhistas continua properando em Manaus

O advogado, Amadeu Maués, que é primo do deputado federal Sabino Castelo Branco, estaria por trás do esquema de liminares.

A busca por liminares, para depor diretoria sindicais eleitas pela categoria, tem sido um dos negócios mais promissores e lucrativos dos últimos 10 anos na cidade de Manaus, Amazonas.

O tamanho do lucro desse grupo de advogados especialistas em montar peças de destituição, sempre às vésperas do Imposto Sindical e das Mensalidades dos trabalhadores, depositadas nas contas dos Sindicatos, não é conhecido pelos presidentes dos Sindicais, só o tamanho do rombo que eles deixam ao passarem pela direção de cada entidade trabalhista.

Nos últimos dez anos, eles faturaram milhões de Reais e, sempre com uma “ajudinha” de juízes plantonistas do trabalho. Ano passado, esse grupo, provavelmente uma quadrilha, se apoderou do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, dando um desfalque de mais de R$ 1,8 Milhão.

O advogado, Amadeu Maués, que é primo do deputado federal Sabino Castelo Branco, estaria por trás do esquema de liminares há mais de 10 anos.

O mesmo grupo, já esteve no Sindicato dos Vigilantes, no Sindicato dos Transportes Especial e no Sindicato dos Rodoviários. “A tática é a mesma. Os esquemas montados para ganharem na justiça, também”, garante um advogado sindical, que prefere se manter no anonimato.

O presidente dos Rodoviários, Givancir de Oliveira, espera uma liminar (anunciada), para esse final de mês.

Eles entram com uma ação de destituição de uma diretoria sindical, alegando falta de prestação de contas no plantão judicial do TRT-AM. O juiz (sempre um plantonista de final de semana), dá a “canetada às cegas”, destitui a diretoria próximo dos depósitos das mensalidades e impostos sindicais, nomeia uma junta governativa indicada pelos advogados, pedem o direito de movimentação bancária, fazem a limpa no caixa e depois o juiz, supostamente reconhecendo o erro, reempossa a antiga diretoria. Tudo combinado.

A volta sempre acontecem poucos dias depois, mas com o sindicato dilapidado. A junta governativa leva tudo. Do dinheiro do trabalhador aos utensílios.

O presidente dos metalúrgicos, Valdemir Santana, foi afastado do posto por força de liminar expedida por juiz plantonista da 12ª Vara do Trabalho de Manaus, em outubro de 2016.

A jogada é entrar com ação no momento certo, no plantão judicial certo. Final do ano passado eles estiveram nos Metalúrgicos. Nos rodoviários é uma vez por ano e, no ano passado, eles levaram R$ 260 Mil de imposto sindical, R$ 180 mil de mensalidade sindical em cinco dias de atuação como junta governativa. A meta do grupo, esse ano, é entrar nos Rodoviários no final de abril, para retirar o Imposto Sindical em Maio e no Sindicato da Construção Civil em Maio, para retirar o imposto em Junho.

Indo a Brasília

Cansados de serem vítimas da mesma suposta quadrilha, presidentes dos maiores sindicatos dos trabalhadores do Amazonas irão a Brasília, na próxima semana com um dossiê, para entregar em comissões parlamentares de deputados federai e ao Ministério Público Federal, com fortes denúncias contra o grupo de advogados e, provavelmente de juízes coniventes com a atuação fraudulenta do grupo.

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